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02 junho 2014

A chave... o dinheiro...

Bom, o meu fim de semana foi assim a modos que uma variação muito twisted do que eu tinha planeado. Em "bom"... mais ou menos, vá.

Quinta-feira à tarde recebi uma encomenda de um bolo assim mega importante. Sexta e sábado tratei da coisa, com tudo a correr bem. Sábado à tarde fui com o senhor marido entregar o bolo a Azeitão. Primeiro problema: não há uma terra que se chame Azeitão. Há Vila Fresca de Azeitão, Brejos de Azeitão e Vila Nogueira de Azeitão. Portanto, mandarem-me para Azeitão pode ser engraçado. Correu bem e não nos perdemos. Fizemos o percurso no sentido inverso ao que nos mandaram fazer (para fugir ao trânsito) e não nos atrasámos. Fui acabar de montar o bolo ao local do evento e o senhor marido foi explorar os arredores. Quando terminei liguei-lhe. Disse-me que estava num sítio e que eu veria o carro logo ali. Não vi. E continuei a andar à beira da estrada. De uma estrada nacional, com carradas de carros a passar e zero hipóteses de atravessar para o lado onde ele estava. Andei aí um quilómetro. Tive três ofertas de boleia - e vá lá que estava de calças de ganga e sabrinas... se é que me entendem. Bom, depois de um bom bocado lá apareceu a única boleia que eu efectivamente queria e voltámos a casa.

Cansada. Sem pachorra para jantares. Decidi que íamos comer uns caracóis aqui ao pé de casa. Como íamos a pé, o senhor marido decidiu que não precisava de levar nada: nem carteira nem chaves. Tudo bem. Fomos, jantámos. Regresso a casa. Meto à chave à porta, duas voltas e não mexe mais. Mas tinha que mexer, que a porta abre com quatro voltas. Nem para trás nem para a frente. A chave entrava, rodava, mas travava antes de completar a volta. Meto-me no carro e vou aos meus pais buscar a chave mestra. Ida, paragem na bomba de gasolina para reabastecimento e volta, vinte e três minutos.
Chave mestra à porta. Nada. Entra, roda, mas não completa a volta. Porreiro. Não temos como entrar em casa. Metemos os miúdos no carro (no meu carro, sem cadeiras de criança, que estavam no carro dele, cuja chave estava em casa) e seguimos para casa dos meus pais, para dormirmos lá. Preparamos tudo. Senhor marido e filha dormem na minha cama de casal de solteira, filho dorme na cama dele, para mim há um colchão insuflável daqueles que enche com uma bomba. Maravilha. Não fosse a minha mãe ter-se esquecido de fechar o pipo daquilo depois de encher o colchão e teria sido perfeito. Assim, ao fim de duas horas deitada estava com o rabo a bater no chão, completamente encaracolada em cima de um colchão meio vazio. Confortável... (Na manhã seguinte, os miúdos fartaram-se de brincar com o colchão. Fingiram que era um barco. A afundar, digo eu...)

De manhã acordámos e o meu pai e o senhor marido seguiram para nossa casa com um conhecido do meu pai que é profissional de chaves. Ou diz que é, vá. Não conseguiu abrir a porta. Chamaram o tipo da loja de chaves mais próxima, que resolveu o problema (há uns dois anos aconteceu-nos mais ou menos o mesmo: ficámos trancados por dentro. Na altura bastaram três minutos para resolver o assunto; agora foram quase três horas). Teremos que trocar o segredo da fechadura, sob pena de voltarmos a ficar trancados. Fica baratinha a festa... NOT! Entretanto, éramos para ter ido à comemoração do Dia da Criança do Barrigas de Amor e claro que não conseguimos ir. Prémio por isto: dois miúdos deveras chateados, a exigir compensação por termos falhado a nossa promessa de programa porreiro (o pai encarregou-se de brincar muito com eles ao fim da tarde e acho que estamos perdoados).

Entretanto, em casa dos meus pais, eu numa das casas de banho, a minha mãe na outra. Assim do nada, um estouro enorme e vidros por todo o lado. Em cima de mim. A lâmpada do tecto da casa de banho onde eu estava explodiu e fez explodir o globo que a tapava. Vá lá que aquilo ficava um bocado desviado do sítio onde eu estava estacionada, senão tinha-me caído na cabeça. Assim foi só num joelho. Menos mal.

Os homens regressaram, almoçámos e eu a ver o tempo a passar e a ver que me estava a atrasar para ir para o Rock in Rio. Consegui não me atrasar epicamente e lá fomos. Sem percalços. Foi giro, mas isso é tema de outra conversa.

Estou de rastos. Não foram só as horas de pé, ao frio e ao vento, lá na Bela Vista. Foi tudo. Este fim de semana passou por mim como um camião. Dos grandes.

2 comentários:

  1. E Vila Nova de Azeitão! No outro dia passei por lá vinda de Sesimbra a caminho dos Algarves e também fiquei toda confundida... Quando as pessoas falam em Azeitão, referem-se a qual??

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  2. Acho que isso faz parte da mística da coisa: terá que ser a pessoa a descobrir... (eu ainda não sei exactamente a que versão de Azeitão fui parar. Sei que dei com a casa, que era o importante...)

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Obrigada!