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12 outubro 2014

Fim de semana

Ontem, o marido seguiu para Fátima com os amigos da bicicleta aqui do bairro. Ficámos por cá nós. Saímos de casa às 11 da manhã e só voltámos quase às 21. Andámos sempre de um lado para o outro. Deixei a miúda na catequese. Fui entregar um bolo. Deixei o miúdo no avô. Peguei na minha mãe e fomos ao hospital resolver uma embrulhada com a medicação dela. Voltámos. Almoçámos. Peguei nos miúdos e fomos ao Fórum Sintra. A miúda furou as orelhas. Fomos a uma série de lojas fazer compras pequeninas. Estivemos imenso tempo na Farmácia, a ver se conseguíamos resolver parte do embrulho de medicamentos. Fomos ao Retail Park. Fomos à nossa Farmácia tratar do resto do embrulho. Fui ao talho. Fomos aos meus pais levar os medicamentos que a minha mãe tinha que tomar até às 19h. Lanchámos. Voltámos. Fiz o jantar. Jantámos. Eles deitaram-se. Eu arrumei a cozinha, ainda em estado de sítio depois do bolo. Sentei-me no sofá. Naveguei na net, li e vi três episódios de uma série. O plano inicial era dormir no sofá mas não me apeteceu. À 1h45, depois de ter passado um bocado pelas brasas, fui para a cama. Acordei às 3h, com o miúdo a chamar para ir fazer chichi. Voltei a deitar-me. Acordei às 8h com a miúda a invadir-me a cama. Depois acordei às 9h com o miúdo a invadir-me a cama. Eles levantaram-se, eu ainda fiquei. Levantei-me. Tratei dos pequenos-almoços. Ela pediu para ir à Missa. Vestimo-nos. Saímos. Bebi café. Fomos à missa. Fomos às compras. Voltámos para casa. Fui à Farmácia, para continuar a resolver o embrulho de medicamentos. Fiz o almoço: bacalhau à Brás. Arrumei as compras. Varri a cozinha. Tirei roupa da máquina e pus mais roupa a lavar. Fizemos bolachas. Fiz um bolo de laranja. Fiz arroz doce. Arrumei a casa. Ele dorme a sesta. Ela vê TV. Eu escrevo e organizo a semana que aí vem. Daqui a bocado vou ler algumas páginas. Mais logo chega o pai. Vou tomar um banho de imersão. Vou fazer canja para o jantar. Vou passar a ferro ao serão.

[Simplicidade. Pouca confusão. Tempo para respirar. Tempo para os ver crescer. Tempo para mim. Tempo para viver e não para mostrar que se vive. Gosto muito de andar em agitações diferentes, só não alinho no que não posso mesmo - e no que não tem mesmo nada que ver comigo - e de vez em quando tenho saudades de sair, de passear, de estar com amigas em ambientes diferentes, de ver gente, de fazer coisas novas. Mas esta paz suburbana, este viver devagarinho, este sossego são impagáveis. E não troco este fim de semana por coisa nenhuma.]

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