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06 novembro 2014

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Já não escrevo há tanto tempo... Nem sempre é fácil arranjar um tempinho para me sentar a escrever no computador. E os dias vão passando, vou apontando pequenos acontecimentos no Facebook, mas os textos longos acabam por ficar em banho-maria.

Bom, da escola do pequeno: vai-se adaptando devagarinho. A educadora é um amor, os meninos da sala dele são todos pequeninos (a maioria tem 3 anos, há meia dúzia com 4 e apenas um com 5 anos), todos amorosos, ainda com aquelas carinhas de bebé que dão vontade de apertar. O primeiro dia correu muito bem, sem choros. No segundo dia, havia uma data de miúdos a chorar e deu-se ali um fenómeno dominó: à medida que viam os colegas a chorar, os que estavam calados começaram a chorar também. Ao terceiro dia, o meu, que deve achar que tem que ser pioneiro, foi o primeiro a chorar - nesse dia, quando me fui embora, quando cheguei ao portão ainda o ouvia a chamar por mim (e não era em modo "dentro da minha cabeça!, não, ouvia-o MESMO!). Depois acalmou. Entretanto, ontem ele acordou meio murcho, mas nada de grave - não fora ser dia da fotografia anual e não o tinha levado. A seguir ao almoço ligaram-me: 38,5C de febre e um miúdo mesmo muito murcho. Trouxe-o, pu-lo a dormir a sesta e assim ficou. A febre cedeu ao Brufen, mas voltou quando passou o efeito. Hoje ficou comigo em casa, mais por prevenção, visto que já não tem febre e de murcho não tem mesmo nada! Anda aqui todo espevitado, a brincar como sempre - suspeito que amanhã vamos ter fado armado na escola, com ele a berrar que não quer lá ficar, mas enfim...

Da minha mãe: a melhorar devagarinho, como se quer. As pernas já começam a recuperar o músculo, já vai conseguindo andar mais, já se aguenta mais tempo em pé, a fazer as coisinhas dela. Dentro do expectável, já vai fazendo a vida dela - num ritmo menos acelerado, como convém.

Da miúda: este ano anda em modo "soltar o facho" - mais desatenta nas aulas, mais irrequieta. Nela, isto só é sinal de uma coisa: já está perfeitamente adaptada à escola, aquele já é o aquário dela e ela já está à vontade. Claro que tem alguma dificuldade em perceber que à vontade não é à vontadinha e volta não volta lá sai um ralhete. Mas nada que me surpreenda, que aquela miúda é igualinha à senhora sua mãe e comigo era exactamente assim: muito boa aluna, um terror de conversadora, sempre a distrair toda a gente - e sempre que os meus pais foram chamados à escola foi por causa desta minha característica, vá, chata.

De mim: perdi-me. Desorientei-me. Agora que tudo acalmou (os horários estão mais certinhos, a engrenagem voltou a funcionar), eu bloqueei. Como porcarias, não treino como era suposto (por exemplo, esta semana só fui na segunda; na terça tive bolos para fazer, ontem tive bolos para terminar e entregar e depois o miúdo doente, hoje estou com ele em casa... amanhã já devo conseguir ir - só que tenho mais um bolo e... bom, logo se vê). Conclusão: tem sido coisas com glúten, coisas com açúcar, muita fome emocional, muita vontade de me enterrar no sofá a comer porcarias, pouca vontade de sacudir a poeira e recomeçar. Eu sei o que tenho que fazer para inverter isto. Sei... e não me apetece. O pior (ou o melhor, dependendo do ponto de vista)? Não me sinto culpada - e se, por um lado, a culpa é um fardo pesado de carregar, por outro pode ser uma boa mola para mudar as coisas. Bom... veremos.

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