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27 novembro 2014

Uma série, um livro e um batom

Tenho dezenas de episódios de várias séries gravados na box. De vez em quando aparece uma série nova. Se o nome, a sinopse e o elenco me suscita curiosidade, gravo para ver depois. Às vezes passam-se meses até que lhes pegue. Ontem peguei num episódio de uma dessas séries. E apaixonei-me.
[Stalker, com Maggie Q e Dylan McDermott, o mesmo senhor de outra série que amei e que, infelizmente, só teve uma temporada: "Hostages".]

Bom, moving on... Livros: este ano está a ser um desastre em termos de livros lidos (21, até ao momento - devo chegar aos 24 até ao final do ano -, contra 43 no ano passado).
Um dos livros que estou a ler é um tesouro. Uma escrita madura, rica, muito consistente, a dar corpo a uma história forte. O miúdo (24 aninhos...) tem um dom. Espero mesmo que, ao contrário do que tem acontecido com os outros vencedores do Prémio Leya, não se fique por aqui (tirando o vencedor de 2009, que já tinha obra publicada, e o Nuno Camarneiro, vencedor em 2012, que ganhou o prémio com o seu segundo romance, todos os outros foram estreantes e nunca mais se tornou a ler nada escrito por eles).

Portanto

E corta para... o último tópico: um batom.
Eu amo a cena do batom vermelho. Amo mesmo. Foi uma guerra mas está mais do que assumido. Já não estranho os olhares de esguelha que me deitam quando me vêem de batom vermelho. A propósito: eu trabalho em casa, é raríssimo sair aqui do meu gueto. Portanto, sim, vou usar batom vermelho para ir ao talho e ao Pingo Doce e, loucura, para ir meter o Euromilhões ali à papelaria da esqiuna. Se não for assim nunca o uso, portanto é o que há. Adiante.
O meu único problema com o batom vermelho chama-se "filhos". É que eu, against all odds, sou uma beijoqueira (a minha mãe queixa-se imenso de que eu não sou nada de beijos... ora, eu não me lembro de ela andar agarrada a mim aos beijos e acho que, realmente, com ela - e com o meu pai - não sou muito. Mas com os meus filhos é diferente: estou sempre pendurada neles, aos beijos naquelas bochechas boas). O meu filho, assim que me vê de boca vermelha, manda-me afastar e diz "não dás beijinhos, tens a boca vamelha". E eu não dou. Com grande sacrifício, mas evito, para não os marcar. Até ontem.
Fui à Kiko buscar um verniz para substituir o meu vermelho 238, que já estava mais pastoso que eu sei lá, e a funcionária, competentíssima, toca de me mostrar os batons "ah, estão em promoção". Tocou-me no ponto fraco. Expliquei que não precisava, que só uso um vermelho que ainda está longe de acabar. E ela "ah, mas conhece os de longa duração?". E eu "não, mas de qualquer maneira eu não uso muito porque ando sempre aos beijos aos meus filhos e depois eles ficam todos borrados". E ela "ah, mas eu tenho aqui o batom ideal!" Pumbas, já foste! Experimentei. Cumpre o que promete: é vermelho, é bonito, não borra, não desaparece ao longo do dia, não pinta bochechas de filhos e resiste a esfreganços em guardanapos - na verdade, só sai com desmaquilhante (é mate e tem um gloss atrelado que, espanto, não torna o batom peganhento! Ou seja, fica brilhante, mas o pigmento mantém-se agarrado aos lábios e não transfere para os sítios onde assentemos os lábios - bochechas, guardanapos, whatever). Ah, e há mais 15 cores além do vermelho 111. Qual é? Este:
De nada!

3 comentários:

  1. Eu também tenho muitas series gravadas mas depois se me desiludo com um episódio desisto de seguir.

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  2. Vou experimentar. Também gosto de cores fortes e também ando sempre às beijocas aos filhotes e a limpar-lhes a cara. E também não gosto quando saio com o batom impecável de casa e basta comer qualquer coisa e fico logo sem batom.

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Obrigada!