-->

Páginas

10 março 2015

Era uma vez uma gata que gerava dramas existenciais

Os meus filhos andam apaixonados pela gata. Assim que se levantam, lá vão eles disparados ver da gata. Quando chegam da escola, a primeira pergunta que fazem é sobre a gata. Ontem foi dia de desparasitante exterior, o que implica não fazer festas na gata durante 24h. O drama. Ora chorava ela - mas eu quero fazer festinhas à Suriiiiiii... - ora "miava" ele - mas eu já posso tocar nela, mamã? Um desatino.

Estavam avisados: vinha a gata, mas eles teriam que ajudar a cuidar dela. E ajudam. Querem limpar a caixa de areia, querem dar comida, querem brincar. Ainda um bocadinho a medo, que eles já perceberam que ela tem unhas, mas lá vão interagindo. Ela não foge deles, não se vira a eles, nada. Fica só ali, sossegada, a receber festinhas. E brinca com eles, quando eles a "torturam" com um cordel, que ela adora agarrar mas que depois não consegue soltar porque fica sempre uma unha lá presa.

Há bocado, a caminho da escola, a conversa da minha filha era sobre a festa de anos dela - em Dezembro... falta pouco (NOT!). "Oh mãe, a minha festa vai ser dia 7 de Dezembro?". "Não sei, talvez". "E vai ser dia de pôr o desparasitante na Suri?". "Não, porquê?". "Porque eu queria que as minhas amigas pudessem fazer festinhas na Suri, na minha festa". Sofrer por antecipação? Nãooooo, que ideia!!

Sem comentários:

Enviar um comentário

Obrigada!