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19 março 2015

Nomes

Não sei se convosco acontece isto: havia nomes a que não achava grande graça e de que agora gosto cada vez mais. Verdade. Uma pessoa debate-se com a cena dos nomes quando engravida e anda ali a mastigar o assunto - no meu caso foi assim. Para a minha filha, o nome apareceu assim de mansinho. Quando soube que estava grávida comecei a fazer listas e escolhi quatro ou cinco nomes para rapaz e para rapariga (na altura, Leonor, Mariana, Madalena, Carolina, Bárbara e Clara e Francisco, Tiago, Ricardo, Tomás e não sei se mais algum, que já não vou para nova e a mina memória já começa a dar de si). No fundo, escolhi logo ali, de caras, o nome que aquele bebé teria, quer fosse rapariga, quer fosse rapaz. Mas achei por bem dormir sobre o assunto durante uma data de tempo. Quando soube que ia ter uma menina, a coisa oficializou-se e o nome que eu tinha escolhido em primeiro lugar manteve-se, sem grandes dramas à volta disso.

Quando soube que ia ter um rapaz é que a coisa começou a animar. Os nomes de que o pai gostava eram impensáveis para mim (João e Tiago). O nome de que eu mais gostava (Tomás) estava fora de questão para ele. O nome de que ambos gostávamos (Gonçalo) não ligava com o apelido (Lobato... GonçaLO LObato não dá!). Do nada surgiu o nome que acabámos por escolher mas este nunca foi um dos meus nomes preferidos - hoje achamos que lhe assenta que nem uma luva.

À terceira gravidez, a coisa foi pacífica: seria Mariana ou Francisco - e nem sei porque é que Francisco não esteve na mesa aquando da vez do puto. Nem Mariana nem Francisco, que aquilo correu mal, como se sabe. Agora, se voltássemos a engravidar (salvo seja), seria Madalena ou Francisco - porque parece que criámos aqui um esquema com o meu melhor amigo/padrinho da minha filha/pai da minha afilhada, que tem uma filha com o mesmo nome da afilhada dele, e se eu fosse mãe de uma menina agora seria Madalena para eu também ficar com uma filha com o nome da minha afilhada; Francisco era o nome que eles (ele e a mulher dele) tinham escolhido para rapaz e, sem termos falado sobre isso, concluímos que, mais uma vez, tínhamos escolhido o mesmo nome.

Mas há nomes - os tais a que nunca achei grande graça - que começam a soar-me bem. Três em particular - todos de menina que eu e nomes de rapaz não nos damos e não gosto de quase nada e nada me soa bem. São nomes betos-queques-armados-ao-pingarelho ao máximo mas estão a ganhar um lugarzinho no meu coração. Isabel, Graça e Pilar. Não quer dizer que fosse capaz de chamar Pilar a uma filha - provavelmente, não seria - mas gosto.

Acontece-vos isto de darem por vocês a achar piada a nomes de que não gostavam por aí além?

6 comentários:

  1. Isabel gosto muito. Graça nem pensar.. E sim, acontece. Não gostava de Santiago e agora acho piada!

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  2. Escolher um nome para um filho é uma grande responsabilidade :) eu agora ando "apaixonada" pelo nome Luísa, n sei explicar...

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  3. Sim! Irene e Júlia. Acho fortes, cada vez gosto mais.

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  4. Ui tantos. Detestava Matilde e agora não. Detestava Carmo e Clara e Graça e agora adoro... E podia continuar!

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  5. Isabel e Graça são nomes clássicos que há em qualquer época, sendo que Graça até associo a nome de aldeias e campos e rural, nada betos (e nada contra, tenho uma tia Graça, a minha mãe era Isabel...). Pilar é um nome espanhol que foi repescado para cá por quem quer ser diferente (não lhe chamaria betos, mas concedo), como os nomes Concha e Caetana).

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  6. Tenho uma Clara e agora uma Isabel :) sempre disse que teria uma menina chamada Clara e quando soube que estava grávida de mais uma menina, Isabel soou bem. E cada vez dos melhor :) adoro o nome da segunda! E não somos nada Betinhos ;)

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Obrigada!