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11 março 2015

Um dia de detox

Na semana passada recebi uma amostra do plano de detox da Drink6. Não conhecia a marca, mas o conceito agrada-me e estava mesmo a precisar. A ideia era passar um dia em modo "dieta líquida", com os sumos fornecidos na caixinha (e aproveito para deixar aqui uma notinha sobre a caixa: que maravilha!! Vinha tudo tão bonitinho que, sinceramente, até tive pena de abrir!). Durante o fim de semana foi impossível fazer isto: entre mil bolos, raramente como o que quer que seja, quando como é assim na base do que aparece e pronto - cuidado: zero. E eu queria fazer isto com calma. Foi ontem.

Comecei o dia com o primeiro sumo, à base de abóbora, toranja, laranja, manga, lima, néctar de agave e água. Delicioso, a saber a laranja, mesmo fresquinho e bom para começar o dia. Calha que os meus pequenos-almoços, em dias de semana, são sempre um copo de leite e uma panqueca que vou a comer pelo caminho, entre casa e o carro. E calha que, geralmente, vou treinar a seguir. Ontem não foi diferente. Bebi o sumo e ala para o ginásio - com medo de desfalecer para lá, no meio da aula que ia experimentar. Não desfaleci, não tive fome, não senti fraqueza - nada. Antes de treinar cometi logo ali o primeiro pecado do dia: café. O plano de detox aconselha a não se beber café mas eu, sem café, sou a definição de dor de cabeça e confesso que não quis arriscar. Portanto treinei e, no fim do treino, segundo pecado do dia: um batido de proteína. Teve que ser. Eu treino a sério e não quero mesmo entrar em catabolismo por estar sem consumir proteína, portanto... marchou. E continuei sem fome.
Já em cima do meio-dia, foi a vez do sumo do meio da manhã. Ananás, maçã, lima e menta. De novo, uma delícia. Mais grumoso do que o anterior, mas muito agradável. E continuei sem grande fome.
O sumo do almoço tinha couve, pepino, menta, aipo, lima, maçã e ananás e... não sabia nem a couve, nem a aipo, que era o meu medo com este sumo. Sentia-se o travo a pepino e a ananás e foi, até ao momento, o sumo mais ácido dos três - nada contra, mas já se sabe que eu sou sempre pelos doces!

Por volta das três da tarde, o colapso. Já com mais um café no estômago, chegou a vontade de trincar qualquer coisa. E fiz batota: duas ameixas secas e cinco cajus, que me saciaram até ao sumo da tarde.
De todos, este foi o sumo de que gostei mais. Pudera!, foi o mais doce! Framboesa, amora, morango, banana, laranja e rábano, com o néctar de agave a adoçar ainda por cima. Uma delícia mesmo! Foi o meu lanche, bebido durante a aula de natação do mais novo, e deixou-me tranquila até à hora de jantar.
Confesso que estar sentada à mesa com a minha gente, a vê-los comer pernas de frango assadas no forno com arroz de grelos, e ficar-me pelo sumo nº 5 custou. Este sumo de limão, menta, pimenta de caiena, pepino e néctar de agave foi o maior desafio do dia. Porque a pimenta é poderosa. Não é nada que eu não conhecesse - de vez em quando bebo, em jejum, um copo de água morna com gengibre, limão, canela e pimenta. Bebi o sumo a babar perante a visão das pernas de frango, mas compromisso é compromisso e já só faltava um sumo...

O último sumo do dia não foi fácil pelo seguinte: já eram três litros de água no estômago e ainda faltava mais meio litro (cinco sumos mais o meio litro de água que bebi no treino... três litrinhos). O sabor? Muito agradável: leite de aveia, sumo de laranja, arroz, néctar de agave, casca de laranja e baunilha, numa combinação docinha e reconfortante. Deitei-me sem grandes queixas. Não tive as dores de cabeça que sabia que poderia ter tido (e nisto se calhar houve "mãozinha" do café), não me senti fraca em altura nenhuma do dia. Tive aquele momento de "apetece-me mastigar", que é uma coisa involuntária do nosso estômago que, habituado a trabalhar com sólidos, fica meio à nora quando só tem líquidos para processar.

Mas a minha grande dúvida era: em que estado iria acordar no dia seguinte? Estaria esganada de fome? Estaria atordoada? Nada disso. Acordei normalmente, sem mais fome do que o habitual. Bebi um copo de leite e segui viagem, de marmita aviada, para mais um dia de curso. Não tive nenhum sinal evidente de ter passado um dia a líquidos. E acordei com muita energia - e muitas dores nas costas, culpa do treininho besta que me pus a fazer.

Portanto, no cômputo geral, foi uma experiência óptima. Eu já tinha feito isto há cerca de um ano, numa versão caseira de atirar tudo o que há à mão para dentro da Bimby, tritura e bebe e não me tinha custado. A única diferença que senti, em relação aos sumos que fiz nessa altura, foi que os meus eram mais espessos porque não coei nada: foi triturar e beber, simplesmente. Estes sumos são mais líquidos e, logicamente, muito menos calóricos. Desta vez não tive picos glicémicos, não consumi quinhentas mil calorias em frutose, não me intoxiquei de açúcar. Senti-me bem e continuo a sentir-me bem. Soube bem voltar a mastigar coisas hoje mas, se me apetecer, hei-de voltar a fazer esta coisa de andar a sumos um dia inteiro. Acho mesmo que isto desintoxica o organismo, que é o que se pretende. E só por isso já valeu a pena.

[Muito obrigada à Drink6 pela oferta!]

1 comentário:

  1. Tenho bastante curiosidade em experimentar, principalmente para saber se era menina para me aguentar um dia inteiro só a líquidos! ;)
    Cris

    www.lima-limao.pt

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