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11 maio 2015

A história do gato que veio fazer companhia à Suri. Ou infernizar-lhe a vida, para sermos mais exactos

Quando adoptámos a Suri, tínhamos aberto a possibilidade de ter dois gatos em vez de apenas um. Na altura não aconteceu, embora tivéssemos (ou tivesse eu, na verdade) ficado encantados com o King, um gato amarelo atrevidote que estava no mesmo gatil que a Suri. Não o trouxemos porque os miúdos ficaram assustados com a desenvoltura do bicho, mas a coisa ficou a marinar.

Entretanto, pediram-me que escrevesse o relato da adopção da Suri, para constar no Facebook da União Zoófila. Eu escrevi o texto e, no meio dos comentários, apareceu a foto de um outro gato, também Felv+, que precisava de uma nova casa - por ter Felv, não havia quem o quisesse. Mostrei a foto ao meu marido e foi imediato: ficou apanhadinho. O gato era lindo, tinha um ar super bonacheirão, e sim, apaixonámo-nos à primeira vista. E decidimos que aquele seria o gato que viria fazer companhia à Suri. Só que o gato estava em Viana do Castelo e seria necessário organizar a logística do transporte dele. Foi castrado, foi vacinado e assim que houve boleia para ele, lá veio ele rumo ao sul.

Fomos preparando os miúdos, que ficaram super felizes com a ideia (porque eles são dois, os gatos seriam dois e cada um teria um gato - eu sabia que esta discussão haveria de acontecer e não me enganei). Na sexta-feira ao final do dia fiz a surpresa: levei-os a Lisboa, para irmos buscar o gato. Só quando lá chegámos é que eles perceberam. Os olhos do meu filho pareciam lâmpadas! Abriu um sorriso gigante assim que viu o gatinho e ficou nas sete quintas. O gato dormiu o caminho todo até chegar a casa.

Quando chegámos, pu-lo no chão e deixei que a Suri o cheirasse. E começou o fandango. A gata, assustadíssima, só rosnava. Ele idem. deixei-os estar um bocado assim. Depois abri a transportadora e foi lindo de se ver: ela com o pêlo todo eriçado, a bufar-lhe furiosa. Ele com o pêlo todo eriçado, a rosnar-lhe alto. Pegaram-se à briga. Nada que eu não esperasse. Ela escondeu-se debaixo da minha cama e por ali foi ficando. Ele começou a explorar, atrevido e brincalhão. No dia seguinte, ele estava mais calmo. Ia-se aproximando dela, já não para atacar, mas só para se chegar mais perto. E ela a rosnar e a bufar. Continuou escondida. No domingo, ela começou a sair do quarto, foi aparecendo mais vezes em sítios onde ele também estava. Continuava a rosnar-lhe se o via, mas já não fugia tanto. Hoje a mesma coisa.

Entretanto, ele é um terror. Hoje já me deu cabo de uma série de vasos que temos na sala. E já tentou pescar o peixe (com as patas todas sujas de terra dos vasos, o que resultou numa javardice pegada). Andou a passear por cima das costas do sofá, com as patas sujas, pois claro. Acontece que, apesar de ser um terror (tem um ano, é um gato jovem ainda cheio de pedalada, portanto é normal), é um doce com os miúdos. Deixa que o meu filho lhe faça tudo. E eu farto-me de rir a ouvir as gargalhadas que o miúdo solta enquanto brincam os dois. Claro que acabam os dois estafados por andarem a correr atrás um do outro, mas lá se entendem sem problemas.

À noite tem sido pacífico: a gata continua a dormir connosco e ele vai ficando na cama dele, no hall. Depois lá aparece para dar um ar de sua graça. Ronrona que é um disparate. Esta noite, cinco da manhã, e ele a ronronar encostado a mim. Para voltar a adormecer foi um castigo...

Fechámos a loja agora. Acreditamos que eles vão acabar por se entender, apesar de serem completamente diferentes. Ela é a gata perfeita: sossegada, meiguinha, mal se dá por ela. Ele é o gato perfeito: sociável, destravado, brincalhão, que faz companhia (e asneiras, óbvio!).
Alex, o gatão
(que afinal é bem mais pequeno do que parecia e que pesa bem menos do que a Suri!)

3 comentários:

  1. Lindo "gatão". Festinhas para os dois, da Ana Cristina (irmã da Rita)

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  2. Nunca vi gatos que se dessem tao mal como os meus, quando trouxe o meu gato para casa :P Ao fim de 15 dias já dormiam aninhados um no outro *.*

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Obrigada!