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25 maio 2015

Do fim-de-semana (lado B)

Domingo. Acordar devagar. Ir com os miúdos à missa. Voltar para apanhar o pai. Ir almoçar a casa dos meus pais. Seguir para Lisboa. Destino : Cais do Sodré. Para quê? Para apanhar o barco para Cacilhas. Para quê? Para os miúdos andarem de barco pela primeira vez e para irmos comer uns caracóis. Oito minutos de travessia (nem deu tempo para enjoar - mais uns minutos e havia de ser giro... ver-me a vomitar borda fora!). Chegar ao outro lado e sair da zona mais beira-rio. Arranjar um sítio sossegado, onde o vento não chegava, e lanchar. No final, regressar a Lisboa nas calmas, regressar a casa nas calmas. Fazer uma canja enquanto eles tomam banho, jantar um iogurte grego com sementes, uma banana e framboesas e terminar o serão a dar conta da roupa que havia por passar. Foi tão, mas tão bom... Depois de meses e meses e meses de fins-de-semana de bolos, está a ser giro viver. Isso mesmo: viver. Conseguir respirar. E perceber que eles, filhos e marido, tinham saudades de me ter ali com eles, nos programas, em vez de estar soterrada em pastas de açúcar. Foi tão bom que vamos querer repetir. Não exactamente isto de ir de barco para Cacilhas, mas isto de dar um passeio no domingo à tarde, isto de estarmos sem horas marcadas, isto de podermos simplesmente desfrutar uns dos outros, isto de viver.

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