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28 setembro 2015

Nós por cá...

A convite da Bimbo (obrigada!!!), fui correr andar os cinco quilómetros da Caminhada dos Combatentes Pela Paz 2015. A ideia era mesmo correr. Ora, eu não corro cinco quilómetros há mais de um ano, portanto a ideia era, à partida, muito ambiciosa (ali ao nível da ultra-maratona, na verdade). Ainda assim, e pese embora tudo o que me agarrava à cama, fui. Levei companhia - e a minha companhia cumpriu muito melhor do que eu este desafio que era, vá, correr.

Bom, fiz os cinco quilómetros em 39 minutos (que tristeza...). Comecei desidratada (vulgo, cheia de sede porque, ao contrário do que fiz nas provas anteriores, desta vez resolvi não levar água e esperar pelo abastecimento... que era ao fim de 2,5km). Achei que, mesmo assim, chegaria ao tal abastecimento a correr. Inserir gargalhada aqui. Corri aí uns 600m. E comecei a andar. Fiz o resto da prova assim, ora a correr ora a andar, sem pensar muito no assunto. Mais ou menos a meio do percurso, o banho de realidade: um ex-combatente numa cadeira de rodas, a ser empurrado por outro ex-combatente que ia... a correr. Devagarinho, mas ia. E logo ali perdi todos os motivos para a minha desistência. Não corri o resto do tempo todo, mas tentei. Não vendi a alma ao desespero, não chamei nomes a ninguém, não disse mal da minha vidinha. Custou-me? Custou. Foram só cinco quilómetros. Eu adorava que aquilo me tivesse corrido lindamente e que tivesse conseguido despachar a coisa em 27 ou 28 minutos, mas a falta de treino não dá para mais.

Adorava conseguir voltar a correr com regularidade, mas o tempo, esse sacana, não estica e, por agora, não vai dar. Paciência. Para já, ficou o saborzinho bom de correr num domingo de manhã cheio de sol, ali mesmo à beira-Tejo. Foi muito, muito bom. (As dores nas pernas são um mero detalhe. E quando me lembro do senhor na cadeira de rodas, apetece-me autoesbofetear-me na hora, pronto...)

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