E sobre o Karate

novembro 30, 2015

Já voltei a memorizar o nome das técnicas. Já não faleço ao fim de dez minutos de treino (mesmo que seja o Nazi a comandar as tropas). Já não maldigo a hora em que me meti nisto de novo. As katas, o meu calcanhar de Aquiles (porque passaram nove anos e esqueci muita coisa), estão a regressar. A kata que tenho de saber para o próximo exame está quase, quase memorizada - quando a faço com companhia, consigo fazer tudo; se faço sozinha e me ponho a pensar na vida... congelo e não sai nada de jeito!

Ali, naquele dojo, não há "não consigo". É o sítio onde aprendo todos os dias a acreditar mais em mim. Ali sou capaz de tudo. E adoro que me desafiem, que puxem por mim, que sejam exigentes e me levem ao limite. É por isso que amo treinar com gente mais graduada do que eu. Porque, ao tentar acompanhá-los, aprendo imenso. Porque, ao estar ali ao lado deles, sei que sou capaz. E sou.

E se calhar é por isto que amo tanto o Karate: porque ali sei que sou capaz de tudo, sei que não tenho limites e que só não consigo o que não quiser. E ali eu quero tudo.

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