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31 dezembro 2015

2015

Comecei o meu ano com um curso de escrita de romance, que foi das melhores coisas que me aconteceram este ano. Não podia ter tido melhor prenda de aniversário. Até Abril, o ano foi mais do mesmo: muitos bolos, muito cansaço, ginásio, casa, casa, casa. Em meados de Abril decidi que chegara a altura de voltar a trabalhar e comecei à procura de emprego. Respondi a anúncios, mandei candidaturas espontâneas e, precisamente um mês depois, acendeu-se a luz ao fundo do túnel. Fui à entrevista e no dia a seguir soube que o emprego era meu. Para começar dali a mais um mês. Parei com os bolos e tirei umas férias para descomprimir e preparar a cabeça para o que aí vinha.

Em Junho comecei a trabalhar. Fui o alien que aterrou no planeta geek e que não percebia muito daquele mundo. Não foi fácil enturmar-me, mas consegui. Não dei pelo Verão a passar. Em Agosto costumo ir de férias mas este ano não fui. Fiquei cá, a trabalhar, enquanto marido e filhos seguiram viagem. Bom, acabaram por ser férias. No final de Agosto houve uma ten-year-reunion de um grupo que não via há demasiado tempo e percebi o bem que me faz arejar de vez em quando.

No início de Setembro regressei ao karate e levei a minha filha. Percebi que nunca deixei de amar aquilo, que as coisas ficaram adormecidas mas está cá tudo: a paixão, a entrega, a vontade. Não quero parar. Nunca.

Em Novembro tive o primeiro jantar da empresa e foi, vá, épico. Dezembro tem sido o mês das festas. O mês de tirar dos ombros todos os pesos.

Este ano reencontrei-me. Nem tudo foi bom mas, no geral, foi o melhor ano de entre os últimos. Sou finalmente feliz. Mesmo feliz. Tenho um emprego que adoro - e não me canso de o repetir -, tenho o meu desporto do coração, tenho amigos, tenho uma família bonita. Está tudo perfeito. Não. Mas vai ficar. 2016 vai ser um ano de continuidade. O que 2015 me trouxe é para continuar por cá. O que não me faz feliz será melhorado. O meu objectivo é apenas um: ser feliz, todos os dias. Gastei demasiado tempo fora de mim. Chegou a hora de me recentrar e de voltar a gostar de mim - já gosto, na verdade, e acho que quem vai lidando comigo (seja aqui seja "lá fora") nota isso perfeitamente.

2015 foi excelente. Vou tratar de fazer com que 2016 seja ainda melhor. No que depender de mim, vai ser. 

5 comentários:

  1. Admiro-te. Segui o teu percurso. Admirei-te qd deixaste de trabalhar. E pergunto-te pq preferiste voltar ao trabalho? Nao te sentes "incomodada"por teres menos tempo p os teus filhos?
    Um excelente 2016!
    Bjinhos

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    1. Preferi voltar ao trabalho por várias razões: financeiramente, faz toda a diferença. Depois, ru nunca fui de estar parada. Mesmo enquanto estive em casa, fui fazendo coisas. E cheguei a um ponto em que me senti mesmo subaproveitada. Preciso de me sentir útil e em casa não estava a sentir isso. Depois, os miúdos têm escola e eu não estava o dia todo com eles. Eu nunca seria 100% feliz se ficasse em casa a vida toda. Precisava de mais. Não me sinto incomodada nem culpada por ter menos tempo com eles. É a vida, não vale a pena lamentar-me. E sou mesmo muito mais feliz agora que trabalho do que antes. Tive a sorte de encontrar uma empresa espectacular, o que ajuda muito. Mas eu já sentia falta de ter o cérebro a funcionar sem ser em modo mãe/doméstica. Nada contra, mas para mim não era suficiente...

      Beijinho e bom ano!!

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    2. Preferi voltar ao trabalho por várias razões: financeiramente, faz toda a diferença. Depois, ru nunca fui de estar parada. Mesmo enquanto estive em casa, fui fazendo coisas. E cheguei a um ponto em que me senti mesmo subaproveitada. Preciso de me sentir útil e em casa não estava a sentir isso. Depois, os miúdos têm escola e eu não estava o dia todo com eles. Eu nunca seria 100% feliz se ficasse em casa a vida toda. Precisava de mais. Não me sinto incomodada nem culpada por ter menos tempo com eles. É a vida, não vale a pena lamentar-me. E sou mesmo muito mais feliz agora que trabalho do que antes. Tive a sorte de encontrar uma empresa espectacular, o que ajuda muito. Mas eu já sentia falta de ter o cérebro a funcionar sem ser em modo mãe/doméstica. Nada contra, mas para mim não era suficiente...

      Beijinho e bom ano!!

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  2. Compreendo-te mt bem! Eu, por fazer um trabalho aquem das minhas capacidades e por lidar com um meio especifico (fabril), sinto-me completamente em baixo, desmotivada. Ja ponderei ser mae a tempo inteiro mas... Ha a questao financeira e depois tb sinto q posso dar + de mim... Arranjar algo e dificil estando-se empregada e a idade a passar n ajuda... Este ano queria tabto mudar... Preciso tanto... A minha personalidade e auto-estima estao completamente alteradas, la no fundo. Obrigada pela tua partilha! Adoro ler-te! Es um exemplo! Bjinho e bom ano!

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    1. Não desistas! Procura, procura, procura. Explora o Linkedin, por exemplo. Não te acomodes nem aches que não tens remédio. E muito boa sorte para o que aí vem, seja lá o que for!

      Beijinho! (E obrigada por estares aí!)

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Obrigada!