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28 dezembro 2015

Medo


Eu sou a personificação do medo. Acho-me muito corajosa e destemida, mas depois, quando toca a coisas maiores do que eu, encolho-me e congelo e não faço nada até o momento passar. E perco. Tempo. Oportunidades. Momentos. Coisas boas. Perco porque me entrego ao medo e deixo que o medo seja maior do que eu.

Este é o meu mantra para 2016: "everything you ever wanted is on the other side of fear". Chegou o tempo de ir à guerra. De enfrentar. De me desfazer até conseguir. De não parar de lutar. De ser sempre maior do que os meus medos. De arriscar. De ir atrás do que quero. Do que sei que me fará feliz. De ser eu, sem medos de ser eu. Já não tenho idade para andar a toque do que o mundo espera de mim. De andar aqui para agradar aos outros. De dar o jeitinho, de me moldar às pessoas, de tentar estar à altura de expectativas parvas. Chega.

Só cá andamos uma vez. É para sermos felizes. Nem sempre somos, faz parte. Mas é nosso dever lutar sempre pela nossa felicidade. Quando temos filhos, isso é ainda mais importante. Não há melhor maneira de os fazermos infelizes do que estarmos nós próprios infelizes. Portanto, acabou. Daqui em diante, a vida há-de ser feita apenas de sorrisos. E não estou a falar de sorrisos que se esgotam em menos de nada. Estou a falar de sorrisos que carregamos no peito, mesmo que não estejamos a sorrir.

Para 2016, um desejo - apenas um: que a felicidade seja sempre, sempre o caminho. Muito para além do medo. Muito depois do medo.

2 comentários:

Obrigada!