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09 dezembro 2015

Run, Forrest, run...

Ontem estava com a pica toda. (Não foi só ontem - tenho andado assim e isto explica-se facilmente, mas já lá vamos.) Apetecia-me correr. Cheguei a casa só com o miúdo (a miúda passou o dia no trabalho do pai) e não podia deixá-lo sozinho, obviamente. Portanto equipei-me para fazer um 7 minute workout (que, na verdade, seriam 28 ou 35 minutos, conforme aguentasse) e a ideia era intercalar isto com a preparação do jantar. Mas entretanto o pai e a filha chegaram e o miúdo já não ficava sozinho...

Mudei de roupa e preparei-me para correr. Saí de casa às 19h50. Não gosto de correr ali. Ruas que sobem e ruas que descem e nada de rectas. Não sou fã. Mas é o que há. Paciência. Nas vezes em que corri ali, o que fiz foi ir até ao início da minha rua a caminhar, numa espécie de aquecimento, e começar a correr a seguir. Ontem não. Comecei a correr assim que saí do prédio. Achei que conseguiria correr até meio da rua seguinte e que depois voltaria a caminhar para casa, num percurso que não levaria mais de 15 minutos a fazer. Acontece que corri a minha rua. E a outra. E cheguei à estação. E continuei a correr. E comecei a subir. E parei. Fiz a subida lixada em modo power walk. E voltei a correr, até chegar a casa. Demorei 28 minutos. O Nike Running atrofiou-se, portanto não sei quanto corri. Devem ter sido uns 4 ou 4,5km, ao todo. Mais de 3 a correr, seguramente. No primeiro dia em que voltei a correr, depois de ter estado meses sem dar uso aos ténis.

Cheguei a casa com o coração a saltar da boca, a camisola ensopada e quase a colapsar. Mas a sentir-me tão, tão bem...

Pensei um "amanhã acordas com as pernas cheias de ácido e lixas o treino da noite que é um mimo...". Pois que não. Nada. Zero. Tudo normal. Estou capaz de correr mais 4km hoje - não vai acontecer, mas podia. Muito orgulho neste ponto em que estou. Só o facto de não me custar horrores já é uma maravilha. E a culpa disto é do Karate (e do Nazi do Karate), que não me deixam andar ali encostada às paredes e que me obrigam a mexer-me até ao limite. (E a perceber que o limite, afinal, não era o limite... e que posso ir sempre um bocado mais além.)

[Voltando ao início: porque é que ando com a pica toda. Porque treino puxa treino. À medida que vou sendo capaz de fazer as coisas, vou querendo fazer ainda mais. A resistência aumenta. A flexibilidade aumenta. A vontade aumenta. É uma bola de neve. Queres mais, consegues, queres ainda mais, consegues... e já nada te pára.]

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