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04 dezembro 2015

Seis

Há um mês e uma semana, pesava mais seis quilos do que peso hoje. Não houve aqui um clique, nem uma obrigação, nem um "agora é que é". Foi um processo natural: comecei a treinar mais, passei a fazer jantares muito mais leves, deixei de alambazar ao almoço. E o peso desapareceu sem grande esforço. Sem fomes, sem voragens, sem desejos súbitos de coisas que não me fazem muito bem. Durante este mês, comi bolos. E hamburgueres (nada de McDonald's, bem entendido). E massas. E tudo o que me apeteceu, na verdade. Sem exageros. Sem preocupações. E se calhar o truque era este... Não pensar demasiado nisto.

Depois, a realidade: perdes um quilo, entusiasmas-te e continuas. Perdes dois, sorris e queres mais. Perdes três, a roupa alarga e começas a ver-te com outros olhos. Quatro e as calças folgam. Cinco e começas a ver a tal barriga que tiveste em tempos e que queres muito voltar a ter e que, apesar da idade ser outra, sabes que podes ter, que é possível. Seis e já ninguém te pára.

Vem aí o Natal. O meu drama anual. E este ano, vá-se lá saber como, nem sequer me apetece entrar por esse caminho apertado. Em Janeiro conto aqui como sobrevivi a Dezembro. E talvez haja antes e depois para que eu nunca me esqueça de onde estive e para onde não quero voltar...

1 comentário:

Obrigada!