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16 fevereiro 2016

Cristina e o erótico-rasca

Este mês comprei a revista "Cristina", coisa que só tinha acontecido duas vezes: no lançamento e quando saiu o perfume (o tal que me faz umas dores de cabeça horrorosas, de tão bom que é). Este mês, curiosa com a história do senhor Simão Sabrosa, lá fui eu. Nada a dizer sobre a dita peça. A não ser que aquilo é vendido como a primeira vez que eles contam a história deles (para quem não sabe - cusquice alert - o Simão era casado com a Filipa e a Vanessa era casada com o Bruno. O Simão foi padrinho de casamento da Vanessa e do Bruno. O Simão e a Filipa divorciaram-se, a Vanessa e o Bruno divorciaram-se, o Simão e a Vanessa acabaram juntos) mas, afinal, não conta nada que não se soubesse já. Bom, adiante.

Calha que a revista, no mês dedicado ao amooooorrr, traz um destacável com três contos eróticos. Na capa diz qualquer coisa como "está sozinho?" e na contracapa diz qualquer coisa como "e agora, ainda está sozinho?". Pois que li aquilo e realmente não estava sozinha quando cheguei ao final: estava eu e a vergonha alheia. Porque aqueles contos, meu Deus... que merda é aquela?? De onde é que saiu a ideia peregrina de que um conto, para ser erótico, tem de envolver termos como "mastro", "verga" e afins?? A sério? Não conseguem melhor do que isto? É tão pobrezinho... as histórias em si (chamemos-lhe "plots") são uma merda - básicas, sem nada de novo a acrescentar aos livrinhos da Harlequin que se vendem nas papelarias, e em nada melhores do que aquela trampa do Mr. Grey da E. L. James. Mas a linguagem, a engenharia daquilo é tão, tão pior ainda... A sério: muita, muita vergonha alheia. 

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