-->

Páginas

23 abril 2016

Celebrando o Dia Mundial do Livro...

23 de Abril, Dia Mundial do Livro. Calhou. Mas calhou bem... tão bem...! Na verdade, só hoje é que me apercebi de que dia era. Mas

Vim ao Porto. Amanhã há Mercado dos Santos e queria muito vir, porque a Marisa merece todo o apoio, porque a causa merece todo o empenho. Antes de vir, barro à parede: e se o senhor Vesna, tatuador extraordinaire que desertou de Lisboa rumo a Norte, tivesse vaga para mim? Dois coelhos... uma cajadada. Tinha. Yes! Marquei.

Sabia o desenho que queria. E sabia que tudo aquilo gritava João Tordo. Faltava ali qualquer coisa. Uma assinatura? Não. Uma citação? Sim. Mas qual? Como? De que livro? Do mesmo que inspirou a tatuagem. Ok. Toca de reler o livro em busca DA CITAÇÃO. Página 43 - cá está ela! É isto. É mesmo isto. E agora? O que fazer com isto? Fotocopiar e pôr mesmo assim? Não. Escrever isto à mão? Não. E se...?

Na semana passada, o senhor Tordo tinha a apresentação do livro que escreveu a pedido da APAV (depois explico). Sexta-feira, meio da tarde. Seja. É impossível apanhá-lo via Facebook, portanto vai ter de ser assim. Hora de almoço tardia nesse dia e Lénia a caminho da apresentação do livro. Aquilo estava atrasado. Falámos uns minutos. Perguntou-me se tinha ido à apresentação. Não, na verdade, não vim. Vim pedir-te um favor. Diz. Preciso que me escrevas, à mão, uma frase que tens n'"O Luto de Elias Gro". Que frase? Esta. Ok... para que é que queres isso? Para isto:
("Talvez fosse o final da solidão, pensei, não sabendo ainda que era apenas o princípio.")

Portanto, sim, tenho uma frase de um livro do João Tordo, escrita à mão pelo próprio, tatuada no ombro...

Mas não fiquei por ali...
Resumindo, no Dia Mundial do Livro, a paixão e a aspiração. Tenho-o a ele, escritor de toda a vida, e tenho-me a mim e ao meu sonho.

[Estou cheia de "rascunhos" na pele. O stencil do farol andou a passear noutro lado, a frase andou aos saltos porque estava difícil de encaixar. Tinha outro plano para este ombro, para daqui a algum tempo, mas, na verdade, o plano funcionará perfeitamente no sítio que tinha planeado para o farol - e, Mãe, em princípio, essa será a última, ok...? Aquilo que ficou no braço estava pensado para o pulso. Não ia funcionar. Antebraço. Não. Ali. Não estava muito convencida, mas quando vi a impressão na pele rendi-me. Quem vir isto, verá uma coisa de pernas para o ar e de trás para a frente, sim. Porque isto é para mim. Para me lembrar do que quero. Do que sou. E do que hei-de ser. Por isso está legível para mim, mas não tanto para os outros.]

Agora que já tenho isto pronto, o plano continua alinhado com a data que se celebra hoje: instalei-me num café na Baixa do Porto para escrever... 

1 comentário:

  1. Como te compreendo tanto...tb tenho o corpo assim e ainda faltam umas quantas...ficou lindo :)

    ResponderEliminar

Obrigada!