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27 abril 2016

Rua das Flores

No Porto, fiquei hospedada no Porto Alive Hostel, na Rua das Flores. Não conhecia aquela zona. Apaixonei-me. E domingo de manhã desfiz o coração em pedaços perante um pai e um filho que actuavam ali na rua. Eram francófonos. O pai, talvez com uns 40 anos, tinha o olhar mais doce de sempre. Tocava realejo que, por si só, é coisa para fazer chorar as pedras da calçada. O filho, mais novo do que a minha filha, fazia "truques de magia" com uma caixa de lápis. No ombro do pai, um papagaio. No ombro do filho, um periquito e no chapéu, outro. Fiquei a ver, a ouvir e a sentir tudo aquilo. Uma melancolia a invadir-me o peito. Pensei: que história será a destes dois, que os trouxe aqui, a uma rua do Porto, onde se entregam assim, com esta doçura imensa, com este carinho? Andarilhos, pareceu-me. Sem amarras. Um menino que cresce assim, rodeado de pessoas que param para os ver. Tantas histórias, tantas possibilidades. Quando as lágrimas se tornaram impossíveis de conter segui viagem. Tão cedo não os esquecerei, tenho a certeza...
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2 comentários:

  1. Além destes dois encantos há mãe e a mana mais nova, e acredita que todas as vezes que os ouço me apaixono por esta história e pela sua simplicidade aparente :)

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