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06 junho 2016

Outside the box

Cada vez sou mais assim: desafiam-me e eu alinho. Só tenho uma vida, um dia isto acaba e não fica nada para contar a história. O que levamos de cá são as experiências que temos, os momentos que vivemos e os sorrisos que isto tudo nos proporciona. Posto isto, se é para ir, 'bora lá!

Uma das minhas colegas do karate faz aulas de pole dance de vez em quando. E desafiou o resto da tropa para irmos experimentar. E fomos. Todas. Sábado e manhã lá estivemos nós agarradas ao varão.

Ponto prévio: sim, eu também achava que isto era coisa de stripper. Nada contra mas...

Bom, mitos desfeitos, aquilo é um desporto. Como outros. Pior do que outros (e eu já experimentei muita coisa na vida!).

A aula foi no estúdio da professora, algures na Beloura. Na cave, um espaço fabuloso com seis varões, uns quantos baloiços e mais uns apetrechos. Tudo impecável.
Começámos pelo básico dos básicos. Nada de nos virarmos de pernas para o ar nem nada disso. Ao fim de uns 10 minutos estava a transpirar a sério. Tipo aula de cardio a todo o vapor (yep, true story).
Aprendemos uma coreografia super simples que me permitiu perceber várias coisas que me parecem importantes. A saber:

- o preconceito é uma coisa lixada. E importa mandá-lo abaixo.
- ali, em frente a um espelho, a rodopiar num varão, há dois caminhos: o da vergonha (e não vai correr bem) e o do que se lixe, em que assumes o que és, soltas-te e deixas-te ir. E não evitas olhar para o espelho. E não te chamas nomes só porque estás a menear a anca de maneira sensual.
- ali, o peso que tens e as formas do teu corpo importam muito pouco. Neste sentido: se não te puseres com merdas e te dispuseres a desfrutar, vais conseguir ver-te. Ver-te a sério. Ver a mulher que és, a paixão que tens e o quanto gostas de ti. (Isto para dizer que, ali, caguei para os quilos que tenho a mais e não me pus a ver os defeitos. Pus-me, isso sim, a ver que, querendo, posso tudo.)

Gostei mesmo muito e é para repetir. E também é para perder peso porque aguentar com 65kg nos braços há-de ser diferente de aguentar com 60kg. E sim, estou com umas dores de braços como não me lembro de ter tido, nem nos primeiros treinos de musculação a sério. Verdade. Aquilo é puxado. E não é só andar ali a dar umas voltas. É preciso força e muito, muito controle no nosso próprio corpo.

Um conselho: experimentem! (E se alguém quiser vir comigo, é dizer e combinamos. Mesmo!)

2 comentários:

  1. Olhaaaa... Era pessoa para pensar nisso :)

    É daquelas coisas em relação às quais há mesmo imensos preconceitos... Mas têm a sua arte (e não é nada fácil, não!).

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  2. Ando há que tempos para experimentar mas aqui pela cidade não há!! E já houve mais aulinhas??

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Obrigada!