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30 agosto 2016

Crescer à pressa

Isto que vou dizer pode revelar-se uma mega cuspidela para o ar, daquelas que daqui a uns tempos me aterra no meio da testa. Corro o risco.

Não entendo miúdas de 12 anos a pedirem linguados a miúdos da mesma idade (ou mais velhos... mas não vamos por aí), à descarada em tudo quanto é rede social. Não entendo miúdas de 12 anos maquilhadas como se fossem trabalhadoras do negócio da carne viva (e miúdas de 12 anos maquilhadas parecem-me SEMPRE isto). Não entendo a pressa de crescer, de se fazerem mulheres, de saltarem etapas. Não entendo mesmo.

E tenho uma filha que está a três anos de ter 12. E sei que me pode calhar uma destas. Evito um bocado deixá-la dar asas à coisa, porque prefiro travar agora do que não ter mão nela daqui a um tempo. Eu sei que ela tem de crescer. Sei que tem de passar por estas fases. Mas temos tempo. E quero mesmo que ela perceba que não ganha nada em comportar-se como uma adulta sendo ainda apenas uma criança. 

4 comentários:

  1. Epá, Lénia, isso não é quererem crescer depressa. Porque ser adulta não é sinónimo de se ser vulgar e não ter noção. Há muitas miúdas a não saberem dar-se ao respeito. Quer pela forma como se vestem, maquilham, falam, comportam. Até dá dó. :( Eu até tremo... A minha bem pede rímel (e ainda não fez 10 anos, atenção) mas eu prontamente digo que ainda é uma criança e não tem idade para isso. E sou muito atenta ao que veste. 1º porque sou eu que pago 2º porque há limites. Dentro da decência e daquilo que é "moda" (e do que eu posso pagar), pode escolher o que gosta. O que sai fora disso, lamento mas não compro. E a permanente atitude sensual das miúdas de hoje é de bradar aos céus...

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    1. Tens razão. Há uma hipersexualização das miúdas que nem sequer percebo de onde vem... Miúdas de 12 anos, que ainda nem mamas têm, vestem-se como putas vulgares. Para quê? Porquê? Mas o que me surpreende é que os pais não as impeçam. Há que escolher que guerras comprar, dizem-me. Oi? Como assim?? É que nem pensar...

      Eu ia falecendo quando, no verão passado, a minha filha, então com sete anos, se chegou ao pé de mim e perguntou se ficava sexy com aqueles calções. NÃO, respondi. "Não ficas. Nem é para ficares. Tens sete anos. Não tens idade para ser sexy. Tens idade para vestir roupa confortável para BRINCAR!".

      É como tu dizes: dentro do budget e do que eu considero aceitável, pode escolher... Na maioria das vezes não escolhe porque, ups... vou às compras sem ela! É a viding... :P

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    2. Eu, com doze anos, já tinha mamas e só queria que ninguém reparasse. E andava sempre de calças, ténis, rabo de cavalo e brincava e lia muito. E a minha questão é mesmo essa - acabamos por comparar com a nossa geração, que, aos doze anos, ainda era criança. Mudaram-se os tempos e as vontades, os miúdos hoje têm acesso a tudo, têm muito mais informação do que no nosso tempo e vivem numa altura em que querem ser iguais uns aos outros e aos seus ídolos, que acompanham diariamente nas redes sociais, cabe aos pais tentar redireccionar, mas depois eles chegam à escola e a batalha torna-se inglória.

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    3. Andemos então uma geração para trás. Na geração dos nossos pais, o que não faltou foi miúdos de 12 anos a trabalhar (no campo, em fábricas, etc.). Tinham corpo para trabalhar, iam ajudar os pais. Cresciam à pressa. Aos 12 anos já não eram crianças, eram jovens adultos - mas não pela via sexual e sim pelo trabalho. Se calhar nem tanto ao mar, nem tanto à terra...

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Obrigada!