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01 setembro 2016

Ano Novo

É em Setembro que o meu ano começa. Desde que me lembro que, para mim, Setembro é o verdadeiro recomeço. Este ano, não. Este ano, com as voltas que a minha vida deu, o recomeço aconteceu há dois meses e tal. Dois meses e tal de muita coisa nova, de uma paz diferente, de um caminho novo, de certezas seguras, de vontades a serem descobertas, de muitos sorrisos, de uma serenidade cada vez maior.

Há dias, dizia uma leitora antiga (e antiga é mesmo muito antiga, dos tempos do meu primeiro blog, que nasceu há 13 anos e dois meses) que se há coisa que sempre me viu fazer bem foi... recomeçar. Fiquei a pensar naquilo. Voltei atrás, revi por alto os recomeços que tive durante estes 13 anos e não posso senão concordar com ela. É isso: recomeços são comigo.

Posso ir ao inferno. Hei-de arranjar maneira de sair de lá e de voltar a ver o sol brilhar. Reconstruo-me, independentemente do que me tenha destruído. Pego no que sobra, junto coisas novas e recomeço. Sem medos. Eu, que tenho tanto medo de falhar, nunca tive medo de recomeços... e os recomeços têm tudo para dar errado. Mas quando é para recomeçar, vou com tudo e sem medo nenhum. Já me aconteceu dezenas de vezes. Não tenho medo de arriscar. Não tenho medo de nadar para fora de pé. Não tenho medo do desconhecido. Só vivo uma vez. E estou cá para ajustar o que for preciso, de maneira a conseguir ser feliz.

Foi isso que fiz este Verão: recomecei. Permiti-me procurar um caminho feliz. Encontrei. Há muito, muito tempo que não me sentia como me sinto agora. Na verdade, nunca me senti exactamente assim. Lembro-me de que há 13 anos e pouco, precisamente um tempo antes de ter começado o meu primeiro blog, andava assim, feliz como agora. Com uma diferença: a maturidade é outra, as condições e as circunstâncias são outras. Mas a vontade de ser feliz é a mesma. Não sei o que me espera à medida que o caminho se for fazendo. Quero descobrir. Com a certeza de que saberei tirar sorrisos de todos os dias, provocados pelas coisas mais pequeninas e pelas outras, gigantes, que mal nos cabem no peito.

Há muito tempo que não me sentia assim, serena. E eu, tão eu. Esta é a maior das liberdades: podermos ser quem somos, sem medo de julgamentos e sem termos de nos moldar a factores externos a nós. Quase aos 40 anos (ainda falta, calma!!), permito-me viver. Ser feliz. Percorrer os caminhos que quero, como quero, com quem quero. Ao meu lado, as pessoas certas: pais, filhos, amigos. Quem me quer bem, quem me aceita, quem gosta de mim como sou. O resto? Paisagem.

Feliz ano novo para quem, como eu, recomeça hoje. Vai ser bom!

3 comentários:

  1. Felicidades!!!
    Leitora anónima mas sempre presente :)
    Helena

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  2. Feliz ano para ti! :)

    Sim, no fim de tudo o importante é mesmo sermos felizes... mesmo que isso implique mudanças drásticas, "viagens ao inferno" e recomeços sem certezas do que virá a seguir.

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  3. Sou adepta de recomeços sempre que necessários. Não somos estanques mas seres evolutivos, por isso há que recomeçar sempre que necessário :) Também eu estou a fazer mais um recomeço. Beijinho!

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Obrigada!