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07 novembro 2016

Quantos dias cabem num dia?

Depois de uma semana onde tivemos a visita (não convidada!) de uma gastroenterite lá em casa, o sábado acabou connosco (eu e ela) nas urgências, depois de um episódio de vómito em jacto para o chão da cozinha (e para a mesa e para os meus pés). Diagnóstico já conhecido, mas ainda assim achei melhor ir ver se havia mais alguma coisa a fazer. Não havia. Entretanto passou.

Domingo foi de manhã na cama. Almoço tardio, tudo nas calmas. Quiseram fazer bolachas de gengibre. Fizemos. Recusaram as bolachas porque estavam picantes (os colegas de trabalho agradecem...). Sessão de cinema caseiro, a explorar o Netflix. Eu não consigo estar a ver TV sem mexer as mãos, portanto pus-me a fazer uma gola para mim. A miúda pediu para a ensinar a tricotar. Ensinei. Enganou-se. Quis desistir. Não insisti. Passado um bocado, pediu para recomeçar. Voltei a explicar. Tentou, não desistiu. "Mãe, isto até é giro para quando não tenho nada que fazer...". Fizemos (eu ajudei) uma mantinha para um boneco dela. Ficou toda contente porque o boneco ia dormir quentinho. Jantámos aquele clássico de domingo à noite: sopa com cenas. Ao domingo é raríssimo fazer jantar a sério. Uma sopa, sandes, iogurtes, fruta e siga. Foi o caso. Deitei-os relativamente cedo e voltei ao sofá. Fiz mais uma manta para o boneco dela - para acabar aquele bocado de lã e para ver se ainda sabia fazer torcidos - sabia. Hoje dei-lha. Ficou feliz por o boneco agora ter opções. Deitei-me tarde. Custei a adormecer. Acordei às 6h56, com o despertador a tocar uma das minhas músicas. Depois, a melhor mensagem de bom dia de sempre. Isso: de sempre.

Que comece a semana. Que comecem os sorrisos.

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