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30 dezembro 2016

Adeus, 2016... Olá, 2017

Em jeito de balanço.

2016 foi a revolução. Foi o ano em que assumi que precisava de encontrar o meu caminho. Que precisava de largar o que era mediano, morno, assim-assim e agarrar o que me faz saltar da cama, o que me dá pica, o que me dá tesão (mãe, pai, desculpem o termo - é em sentido figurado, claro!). Foi o ano de arriscar. Pus a minha vida em xeque e esperei para ver o que acontecia. Fui ao fundo. Estou no fundo, não pelas decisões que tomei este ano, mas por coisas antigas, mal curadas, que resolvi agora sanar. Vai ser matéria para 2017. Daqui a um ano falamos sobre isto novamente.

2016 trouxe e levou pessoas. Levou uma série de pessoas que eram família e agora já não são. Algumas deixaram saudades profundas, outras nem por isso. Trouxe várias pessoas que já tinham feito parte da minha vida e trouxe algumas novas. O meu ano de 2016 pode, na verdade, resumir-se a uma destas pessoas que chegou à minha vida e que me ensinou tanto, tanto. Abanou-me as estruturas, sacudiu o pó, mexeu com tudo o que eu sou, fez-me pôr o dedo em feridas antigas que estavam mal curadas.

2016 foi o ano do meu livro. Não exactamente, mas neste sentido: foi o ano em que lhe peguei como deve ser e o trouxe quase até ao fim. Dei-me um prazo para o terminar e vou cumprir esse prazo. Vai acontecer tudo ao mesmo tempo, por essa altura. Continuo com medo do que vem a seguir, mas se não acabar de o escrever nunca saberei. Portanto, siga. E depois deste, o próximo já está começado. E há mais um esboço para o seguinte. Haja tempo, cabeça, inspiração e vontade. É para acontecer.

2016 foi o ano em que deixei 18,5% de mim para trás. livrei-me de 14kg que me incomodavam há muitos anos. Foi fácil? Na verdade, foi. Porque foi um processo longo, demorado e que aconteceu sem grande pressão. E só aconteceu quando deixei de fazer dietas. Go figure...

2016 foi o ano em que conquistei o meu cinto castanho no karaté. Entretanto parei, por motivos que não interessam, e só voltarei em Março. E isto também tem que ver com o livro.

2017 vai ser o ano para deixar assentar a poeira. Vai ser o ano da reorganização. De curar feridas, de aprender a aceitar o que sou. De aprender a aceitar elogios e críticas. De me esforçar por mim, não pelos outros. De lutar pelo que quero, disposta a partir-me toda ou, em alternativa, a conseguir atingir as minhas metas. Vai ser o ano de cometer as loucuras que me apetecer, sem a prisão do que os outros possam pensar. Vai ser o ano de fechar a concha sobre os meus filhos, eu e eles a reaprendermos a viver assim, a três, com tudo o que isso tem de bom e de mau.

Para 2017 peço força. Para enfrentar o que vier na minha direcção. Para carregar os meus pesos. Para me libertar das amarras más. Para conseguir sorrir no meio das tempestades. Para deixar bater no peito o meu coração, acelerado ou bradicárdico, não importa. Para terminar o que comecei. Para começar coisas novas. Para me dar a quem me merece. Para me resguardar do que me faz mal. Para ser eu, independentemente do que esperam de mim.

Que 2017 se faça de sorrisos. 2016 foi, apesar de tudo, ou por causa de tudo, o melhor ano que tive em muitos, muitos anos. Que 2017 seja ainda melhor. E que estejamos cá todos para acolher o que a vida nos trouxer.

Feliz 2017!!

4 comentários:

  1. Bom ano! Que 2017 seja um ano repleto de coisas boas (tu mereces).

    Um beijinho desta leitora pouco comentadora. :)

    Let me Believe

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  2. Bom ano Lénia! tb não sou muito comentadora mas sigo-te há muito tempo! Que 2017 venha cheio de boas surpresas e grandes concretizações. ;)

    bjinho

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  3. Parte de mim está também nestas tuas palavras.
    Para 2017 peço que seja o ano da consolidação.
    Daqui a um ano falaremos.

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Obrigada!