-->

Páginas

27 março 2017

Ups, downs and in betweens

Não sou muito de frases feitas, mas há duas ou três que me representam muito bem.

"Fall seven times. Stand up eight."
"What doesn't kill me makes me stronger."

É isto. Cais, levantas-te. Choras ali um bocado, só naquela de limpar a alma. Permites-te uns minutos de fundo do poço (não demasiados, que aquilo é sítio que não interessa a ninguém) e voltas a subir. Depois olhas para trás e, embora percebas por que lá foste parar, questionas a necessidade de te teres deixado ficar ali a marinar um bocadinho. Mas está feito e não há como desfazer. Portanto siga.

Nos últimos tempos aprendi que, sim, é possível sentir aquela felicidade plena e inexplicável que só vem com o amor. Também descobri que é possível aprender a patinar em pouco tempo. Mais pirueta, menos pirueta, a coisa dá-se. Às vezes resvala-se um bocado, mas nada que não se cure.

Também aprendi que há terapias valiosas. Filmes, séries, livros. Sair, mesmo que sozinha. Dançar. Cantar no banho. Dançar outra vez. Dançar mais um bocadinho. Sozinha, em frente ao espelho. Cuidar de mim como nunca ninguém cuidou. Como nunca ninguém há-de cuidar.

De caminho, o maior esforço é este: não deixar de acreditar. Apetece mandar tudo com o... caraças. Mas não pode ser. Não gosto de portas fechadas, a não ser que o que esteja lá dentro seja valioso. Foi assim que estive durante muito, muito tempo. Não é assim que quero estar para sempre. Não significa que tenha o portão aberto de par em par, balões à porta a sinalizar a festa. Nada disso. Porta fechada. Só no trinco. Um dia abro-a e deixo-a encostada. Agora ainda não. Ainda me sabe bem o sumo que guardei deste ano. Doce, quentinho, a fazer lembrar um dos melhores Verões de sempre. Ainda faz demasiado sentido. Um dia deixará de fazer e passará a ser só uma das melhores recordações que guardo.

E no meio disto tudo, uma certeza: tive uma sorte de caraças com tudo o que vivi nos últimos tempos. Mesmo que não dê para entender como pude ser tão feliz. Na verdade, é simples: quando é com o coração, não é preciso muito para se ser feliz. E eu fui. Mesmo, mesmo feliz. E hei-de voltar a ser. 

3 comentários:

  1. Tenho-te lido em silêncio. Aqui, ali, e tenho ficado com o coração apertadinho com o que vais dizendo. Sendo eu uma pessoa que nos momentos mais críticos preza (talvez até demais) o isolamento, fico sempre com receio de te invadir o espaço ou de ser inoportuna. Mas, resumindo, quero que saibas que estou aqui, que estou a torcer por ti e para que essa fase má que agora vives se extinga o quanto antes.

    E sim, claro que vais voltar a ser. Disso não tenho a menor dúvida.

    Beijo miúda =)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Li o que escreveste e descreve-me tão bem, ainda não dei o passo seguinte mas preciso de estar comigo. Não sei se algum dia irei ser compreendida mas já não faz sentido.
      Obrigada

      Eliminar
  2. Tenho gostado de te ler... sinto-me muito identificada com a tua forma de escrever e pensar.
    Que o dia de entreabrires a porta chegue rápido e possas fazê-lo de coração <3

    ResponderEliminar

Obrigada!