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16 maio 2017

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Quando deixei de conseguir dizer-te tudo o que o meu peito guardava, escrevi. Na minha cabeça, construiu-se a canção. A melodia rasgou o silêncio e tornou-o insuportável. Não voltei a ele. Cantei-te ao ouvido mil vezes. Deixei a letra escrita num papel qualquer, presa no vidro do teu carro. Disse-te que te amo em cada verso e em cada nota. Tu ouviste sempre. Olhavas-me nos olhos, aquele brilho que disfarçavas, e eu sabia. Talvez não fossem amores iguais, porque não há amores iguais. Mas ao teu jeito e ao teu tempo, em silêncio e entre olhares, aquilo também era amor.

1 comentário:

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