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31 maio 2017

O dia em que deixei de acreditar no amor

Que me perdoem os românticos, mas a verdade crua e sem espinhas é esta: já não acredito no amor. Não acredito na entrega, na partilha, no romance. Não acredito em almas gémeas nem em amores para toda a vida. Não acredito em finais felizes nem em histórias de conto de fadas. Deixei de acreditar.

Vejo imensas fotografias de sessões de noivado e de casamentos (culpa dos vários amigos fotógrafos que tenho) e soa-me tudo a falso. Acho que tudo tem os dias contados. Sei que esta minha visão é fruto do que vivi na pele nos últimos tempos e também sei que, se vier a mudar de opinião, será por experiência própria. Não digo que não venha a acontecer - digo que me parece difícil. Eu sei... eu sei... amarguei. Sim, é verdade. Amarguei. É a vida. Adorava estar aqui, toda unicórnios e arco-íris, cheia de certezas acerca desta coisa que é o amor. Mas não. E tenho pena, a sério que sim. Porque enquanto acreditei fui feliz. Não por isso que fui feliz, mas ajudava. Agora, que não acredito em nada disto, é como se tivesse perdido uma das razões para aqui andar. Sobrevivo sem isso, vou tentando ignorar o que falta e tenho a certeza absoluta de que não perdi a capacidade de amar (aliás, tive provas disso nos últimos tempos) - e é precisamente por isso que, apesar de não acreditar, mantenho viva uma centelha(zinha) de esperança. Não é nisto que não acredito. É na equação que junta duas pessoas num resultado perfeito. E tenho mesmo, mesmo pena.

7 comentários:

  1. Eu não acredito em histórias de contos de fada. Mas acredito no amor e na capacidade de duas pessoas, se assim o quiserem, se esforçarem por fazerem a sua história resultar. Não há relações perfeitas. Há pessoas mais sensatas que outras, mais bem resolvidas, mais equilibradas, mais realistas e objectivas, até. O amor não chega!...

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  2. O amor a sério não tem nada de unicórnios e arco-íris. Pelo menos aquele que me é dado conhecer. ♥ Tem até muita trovoada e outras intempéries que tais. Essa centelhazinha de esperança vai voltar a atear-se. Acredito nisso. Mas entendo muito bem que más experiências nos deixem fechados e cínicos. É uma reação de auto-preservação.
    Beijinho

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    1. É isso. Eu, que sempre acreditei em histórias bonitas, agora dou por mim seca, a querer trancar tudo a sete chaves, para não deixar que mais nada volte a magoar-me. E sei o que perco com isto... Mas é assim. Depois de ter dado tudo, não sobrou nada...

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  3. Eu não acredito em unicórnios e arco-íris mas não é isso que me faz desacreditar no amor. Aliás, eu acredito no amor com altos e baixos, com romance e discussões. Acho que essa é a verdadeira forma de amor, não o viveram felizes para sempre num mundo feito de algodão doce.

    Por acaso foi algo que discuti com uma amiga já há algum tempo, hoje em dia temos um visão distorcida do amor muito devido à influência das histórias da Disney.
    As meninas são princesas bonitas, os meninos são príncipes de cavalo branco. Há ali uma série de contrariedades (muitas vezes nem são problemas) que se resolvem e têm a vida perfeita até ao fim das vidas.

    Aturar feitios? Naaaaaaaaaaaaa
    Pois, mas aturar feitios é o dia a dia. E o amor tem de ser alimentado no dia a dia.

    Beijos para ti!

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  4. Também já estive assim, já passei por isso e hoje posso afirmar que o amor existe. Não é nada como nos filmes, mas existe, é verdadeiro, complicado, mas descomplica-se rápido... daqui a uns anos vai reler este texto e agradecer por ter sido só uma fase... beijinho e força! ��

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  5. A vida leva-nos muito e traz outro tanto. Por vezes, a balança fica descompensada, mas logo se equilibra.
    É sempre assim. Um vai e vem. Como as marés. Como a lua.

    (gostei de te reencontrar, por acaso, como tudo o que tem de ser)
    (ps: ainda tenho aqui um livro teu! ;) )

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  6. E eu tenho um livro teu. E vi-te há dias, de relance, e só passado um bocadinho me caiu a ficha. Demasiado tarde para te dizer olá!...

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Obrigada!