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30 outubro 2017

Como num poema...

Quando comecei a escrever, escrevia essencialmente poesia. Tenho algum pejo em chamar poesia àquilo, porque acho que poesia é uma arte demasiado elevada para que chegue lá. Fui chegando. Depois, naturalmente, dei por mim a precisar de contar histórias e não tanto emoções. Vieram as short-stories. Foram anos a escrever assim, histórias rápidas, sem deambular entre palavras, uma matemática de essenciais que concentrava em si tudo o que eu queria contar. Escrever um romance foi uma guerra interna. A dúvida que mantive quase até ao final: seria eu capaz de escrever uma coisa longa, consistente, que não se acabasse em 10 mil caracteres? Fui.
Agora regressei à poesia. Sem planear. Sem querer. Porque sim. Porque o tanto que havia engasgado teve de explodir. Explodiu em sorrisos alheios. Explodiu em vidas que não conheço. Mas reconheço as emoções que se guardam nos abraços, que transparecem no brilho do olhar, na forma doce como nascem sorrisos porque há vida e amor.
Os últimos dias têm sido assim. A Lia mostra-me uma foto, eu alinho palavras. Às vezes choro eu. Ela chora quase sempre. No fim, o que importa é que temos oferecido sorrisos. E se isto é um talento, se isto é o que eu sei fazer, então que seja para fazer pessoas felizes, que seja para trazer sorrisos seja em que ocasião for.
(Foto e textos meus, edição dela. E muito amor por esta irmã que a vidinha fez o favor de me oferecer!)

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