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06 outubro 2017

O amor é um pequeno-almoço levado à cama

Gosto da ideia (romântica) de acordar com um pequeno-almoço levado à cama. Gosto da ideia de que aquela pessoa por quem o meu coração bate em excesso de velocidade se levantou de mansinho para não me acordar e foi à cozinha tratar de tudo. Não é preciso ser coisa digna de hotel. Basta que me garanta que posso continuar na cama até serem horas de almoço. Ignoremos as migalhas que será preciso sacudir. Ignoremos a possibilidade de haver lençóis manchados de café. Ignoremos as leis de Murphy (muito eficazes quando me toca a mim) e imaginemos que corre bem.

Gosto da ideia de ser eu a levantar-me e a tratar de tudo, só para ver um sorriso no rosto de quem dorme comigo. Gosto da ideia de acertar nas preferências todas. É conhecer o outro e dar-lhe o que ele prefere. É pôr a preguiça matinal em stand-by e tratar de um gesto de carinho onde ponho todo o amor que exista ali.

Um pequeno-almoço levado à cama é o mimo latente. É querer o outro sossegado. É querer que acorde devagarinho e que não tenha de fazer nada a seguir. É dizer amo-te numa chávena. É dizer quero o teu bem. É dizer estou aqui para ti, para te mimar sem esperar nada em troca, só porque sim.  É dizer tudo num gesto banal. É dizer tanto, se soubermos ouvir.

1 comentário:

  1. Encontramos o amor nos gestos mais simples. Não menosprezando as pequenas extravagâncias que sabem bem de quando a quando, o melhor acontece mesmo nos pequenos detalhes, aparentemente insignificantes mas tão cheios de significado :)
    Por um mundo com mais pequenos-almoços na cama...
    Beijinhos,
    Sofia Mais Feliz

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