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07 dezembro 2017

Offline


É giro isto de a vida acontecer offline. Quando ando mais calada, é porque ando a viver fora da rede. Conversas madrugada fora, oceanos pelo meio, a vida toda à espera. Gargalhadas por disparates completamente imbecis. O tempo a voar. Jantares com a amiga-irmã, em tua casa ou na minha?, tanto faz, dá igual. Mimo de filhos. Séries e filmes, livros à noite, antes de deitar, saídas para dançar (não fazia isto há demasiado tempo e quero repetir em breve, por favor, obrigada).

Sou a pessoa que é assumidamente viciada em dados móveis. Sempre ligada. Sempre a ver o que está a acontecer. Tenho-me obrigado a desligar. Viagens de regresso a casa com os dados desligados, só eu, o trânsito infernal e a música na rádio. Depois, a meio do caminho, ligo aquilo só para ver. E desligo novamente, Objectivo: não ligar de todo. Mais tempo a viver cá fora, menos tempo a viver na net. Detox. Venham os beijos e os abraços, o tempo investido em construir memórias. Venha o real e abrande o virtual. Viver precisa-se.

2 comentários:

  1. Gosto particularmente das frases finais deste post. Podiam ser um manifesto por si só. Viver desligada do Wi-Fi é necessário por vezes para limpar a mente e lembrarmo-nos de só parar e olhar para o momento. Há pouco tempo passei por vários carros à espera de avançar, e em todos excepto um, os condutores olhavam para baixo, certamente para o ecrã... e houve algo nessa imagem que me perturbou...
    Também ando a precisar de um detox, ainda não tive coragem para tal...

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