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10 janeiro 2018

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Era toda uma névoa de pensamentos enleados e não saber para onde ir a seguir, a chuva que caía violenta sobre o cabelo desprotegido, o frio a vergar corpos, o anoitecer triste sobre os carros, as luzes a incendiarem poças de água, despojos do dia guardados no sítio onde se guardam as memórias a que não voltamos. Era Ana e o telefone na mão, a bateria a querer morrer, a incerteza a crescer dentro dela, a estrada a fugir-lhe dos pés e ele na outra ponta da cidade, o corpo ainda quente, o cheiro ainda vivo e afinal o fim.

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