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16 janeiro 2018

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Abriu a janela e o pássaro, mesmo solto, escolheu ficar. Pousou-lhe no ombro, bicou-lhe a orelha, talvez tenha deixado no ar um trinado qualquer. Nem todas as prisões são necessárias, pensou. A este, não fazia falta a janela fechada, só a segurança da alpista e da água fresca, os gestos de amor possíveis entre humanos e pássaros. Talvez não seja preciso amarrar nada. O maior dos amores é livre, pode ir embora, mas prefere ficar onde sente o coração pulsar. Um amor feito de amarras não é amor. Quando nada te prende e ficas mesmo assim — isso é amor.

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