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31 janeiro 2018

Da vida

Às vezes, a minha vida acontece numa concha fechada. Tem sido assim. Gosto pouco de viver em palcos. Gosto de viver dentro de portas. De mim sei eu. Partilho o essencial e, mesmo assim, às vezes acho que falei de mais. Prefiro guardar para mim o que é verdadeiramente importante. Costumo dizer que sou a pessoa extrovertida mais reservada do mundo. E sou. De mim, sabe-se o que eu deixo que se saiba. À superfície, vem aí 1% de tudo. O resto é meu. Sentimentos, vontades, planos, ideias. Guardo tudo. Porque não interessa ao mundo; interessa-me a mim. E gosto pouco de plateias e de holofotes em cima da minha vida. Sei lá... se calhar estou só cada vez mais bicho-do-mato. Ou estou a aprender a defender-me de coisas que não me fazem falta e que, na verdade, só atrapalham.

1 comentário:

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