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15 janeiro 2018

Movie time

Para 2018 mantenho o objectivo que tinha em 2017: quero ver pelo menos 104 filmes. Hoje é dia 15 e já vi... doze. Como? Quatro filmes por fim-de-semana e a coisa dá-se. Bom, mas o que quero mesmo é dizer-vos isto: ontem, sem filhos e sem melhor amiga por perto, com ponte aérea em modo ponte aérea, estava sozinha e sem planos. Excepto cinema. Decidi que queria ir ver dois de quatro filmes. As opções eram "Três Cartazes à Beira da Estrada", "Jogo da Alta Roda", "Só Para Ter a Certeza" e "Wonder". Ginástica de sítios e horários de sessões e acabei a ver os dois primeiros. E que tal?


"Três Cartazes à Beira da Estrada" é um drama pesado, que fala sobre justiça (ou a falta dela) e sobre os pequenos vícios das cidades pequenas. Aquilo vai em crescendo e somos sugados para a angústia daquela mãe que, vendo que ninguém faz muito para descobrir quem raptou, violou e matou a filha, resolve atirar ao chão a primeira peça do dominó, na esperança de que tudo o resto caia a seguir. E cai. Frances McDormand a pôr-se a jeito para mais uma nomeaçãozinha para o Oscar e um Woody Harrelson que me faz confusão ver envelhecido (porque me lembro dele bem mais miúdo... quando também eu era bem mais miúda!). Nove estrelinhas em 10. Vale muito a pena.


"Jogo da Alta Roda" é puro entretenimento. No bom sentido. Baseado num caso verídico, conta a história de Molly Bloom que, algures nos anos 2000, deu por si a organizar todo um esquema de jogos de poker. Jessica Chastain a mostrar que sabe o que anda aqui a fazer e um Idris Elba fabuloso (eu sou daquelas parolas que fica sempre estarrecida quando apanha actores britânicos a representarem americanos sem sombra da sua very British accent!) dão corpo a tudo isto. A maneira como a história anda para a frente e para trás, para nos mostrar motivações e justificar acções, está muito bem conseguida. Estive duas horas completamente desligada do mundo e não são todos os filmes que conseguem fazer isto. Não sendo um filme de acção aceleradíssimo (nada disso), é daqueles filmes que nos mantém offline por um tempo e isso é muito bom. Ah, e no final, cena do tribunal, olhei para a Jessica Chastain e pensei que também teria gostado muito de ver isto feito pela Julia Roberts. Não sei porquê, porque acho que esta senhora também é capaz de sacar um lugarinho nos cinco favoritos, lá no Dolby Theater... 

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