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08 janeiro 2018

Recomeços

(Foto da Lia, Agosto 2017) 

O meu início de ano nunca é em Janeiro - sou uma September girl, acho que faz mais sentido realinhar as coisas no regresso ao trabalho, depois das férias, do que no início do ano civil mas, desta vez, estou a aproveitar para afinar ainda mais as coisas.

Sinto que ando demasiado ligada a redes sociais. Bem, na verdade, estou com o Facebook pelos cabelos. Tenho praticado muito o unfollow: simplesmente, desligo tudo (e todos) o que não tem interesse nenhum para mim. Lamento, mas não me apetece saber da vida d toda a gente... e não, não partilho muito da minha. O meu Facebook (versão pessoal) tem basicamente o tracking dos livros que estou a ler. Posso escrever um ou outro apontamento, mas é raro...

O Instagram é a minha rede social e é giro ver como ela evolui comigo. Tive uma fase em que seguia mães, entretanto deixou de me interessar por aí além. Sigo duas (e um pai) que são imbatíveis pelo sentido de humor (@camp_patton, escrito pela Grace, que tem seis filhos todos seguidinhos, assim uma coisa tipo família Von Trapp mas em bom; @mother_of_daughters e @father_of_daughters, a Clemmie e o Simon, pais de quatro miúdas - ele, em particular, é hilariante). Depois tive uma fase decoração-e-coisas-bonitas mas fartei-me da fantasia da coisa, prefiro vidas mais reais. Agora sigo imensa gente do fitness mas... qualquer dia farto-me, que isto de passar o dia a ver frango e batata doce às tantas enjoa. Sigo os amigos de sempre, obviamente, e esses são para ficar onde estão. Bom, resumindo, é aqui que gasto mais tempo.

Entretanto, decidi dar uma oportunidade à meditação. Saquei uma app e tenho tirado uns minutos todos os dias para me dedicar a isto. Não sei se me está a ajudar grande coisa, mas pelo menos durante aqueles três minutos consigo esvaziar um bocadinho a cabeça.

Também saquei umas apps para ver se consigo aqui alterar uns hábitos menos bons e... bom, o pior que pode acontecer é fartar-me e desinstalar tudo.

Tenho conseguido estar menos agarrada ao telefone. Decidi que este ano quero ler ainda mais e ver ainda mais filmes. É dia 8 e já vi oito filmes. Não está mau, certo? Também ando a conseguir avançar com as minhas leituras. Sou muito dispersa, a minha atenção muda de sítio com demasiada facilidade e é por isso que ando sempre a ler vinte livros ao mesmo tempo. Bom... not anymore. Decidi que vou acabar todos os livros que tenho na minha lista de "currently reading", no Goodreads. Eventualmente pegarei num novo ali pelo meio - duvido que consiga despachar tudo até Março e em Março há livro novo do Tordo e está-se mesmo a ver, não é...? Portanto, livros novos, só depois de acabar estes. E isto leva-me a outro ponto: este ano não quero comprar mais de seis livros. Sai na semana que vem o novo do Nuno Amado, finalista do Prémio Leya, e quero muito comprar. Vai sair o Tordo. Sairão mais coisas, com certeza. Mas não quero mesmo abusar... É que as estantes lá em casa não crescem, mas o stock sim... e a coisa está complicada.

Isto leva-me a outra coisa - destralhar: tenho tentado ver-me livre de tralha. Tudo o que já não presta, não serve ou não faz falta vai fora. Não necessariamente para o lixo, obviamente, mas para fora da minha vida. Sinto-me muito melhor à medida que me livro destas coisas que são só tralha, que me empata a vida, que cria entropia, que não serve para nada a não ser para ocupar espaço. Chega.

Decidi que vou aprender a dizer que não. Tenho os meus dias estruturados para cumprir as minhas tarefas e o que aparecer entretanto será resolvido de acordo com a urgência e a relevância. Não posso estar sempre a interromper-me para apagar fogos alheios... mas já sei que isto vai ser toda uma dificuldade, porque eu tenho mesmo a mania de resolver tudo a toda a gente na hora.

Portanto, para este ano quero mais tempo para mim, mais tempo para o que me dá prazer, menos dispersão, menos tempo perdido com porcarias que não me levam a lado nenhum. Quero simplificar, quero aproveitar mais, quero andar menos enervadinha, quero stressar menos, quero cuidar mais de mim, quero estar mais e melhor com os meus filhos, quero ouvir o bater do meu coração. Quero ser feliz sem artefactos, sem efeitos especiais, sem altas produções. Só eu e os meus amores, eu e as minhas coisas, eu e as minhas pessoas. O resto é paisagem, ruído de fundo, folclore. E fica fora do programa.

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