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23 abril 2018

Ups and downs

Os quase-quarenta trouxeram-me a serenidade de saber que, na vida, as coisa têm a importância que lhes dermos, nem mais, nem menos - somos nós que decidimos acerca disto, não é uma coisa imposta externamente. E isto é bom porque nos permite afastar das mágoas com a paz possível.

Neste momento, escolho lidar assim com o que teria todo o potencial de me magoar de uma maneira brutal. Escolho virar as costas e não dar relevância. Escolho aprender com a situação, não tenciono repetir nada daquilo, aprendi o que havia para aprender, foi mais o aborrecimento do que os sorrisos, saldo claramente negativo, quase meio ano empatado numa fantasia inconsequente. Moving on.

Os equilíbrios fazem-se assim: quando umas coisas estão piores, há outras que melhoram. Quando tiras o foco de coisas que não valem a pena e te focas em ti, a coisa vai.

Portanto, e desviando o assunto (sem desviar - já vão perceber), não sei se disse aqui que mudei de ginásio. Fui treinar para um sítio muito maior, mais bem equipado, com vários atletas a treinar e a trabalhar lá e o meu foco é outro: eu.

Nos últimos cinco meses, se calhar para compensar coisas que não vêm ao caso, engordei 6kg. Ui, que fartura. Não. Mas o suficiente para não me sentir bem assim, principalmente porque foram quilos ganhos à conta de McDonald's, chocolates e demais porcarias. A primeira coisa que fiz no ginásio novo foi ir a uma consulta de nutrição. Entendi-me com a nutricionista e tem corrido bem. Ou nem por isso, que é raro o dia em que consigo comer tudo o que ela me mandou comer. Mas siga.

Depois de Fátima, andei ali a curar a lesão. Está curada. Portanto, voltei em força, focadíssima no meu objectivo. De tal maneira que fui até resgatar a casa dos meus pais uma bicicleta estática que comprei há uns 20 anos, nem eu sei bem para quê, mas tenho a certeza de que, entre ontem e hoje, já pedalei mais lá do que no resto dos anos todos. Levei a bicha para casa e ontem matei 45 minutos (e um episódio do Designated Survivor) no pedal. Hoje, seis e vinte e cinco da manhã e o relógio a apitar. Fiquei até às seis e quarenta e lá fui eu. Mega dor no rabo, mas paciência. Mais 22 minutos daquilo (e meio episódio da mesma série de ontem), o tempo contado para o que ainda tinha de fazer antes de sair de casa. Acordei os miúdos, tomei banho, vesti-me, comi, preparei pequenos-almoços, ajudei com roupas, pus a máquina da louça a lavar e saímos a tempo. Manhã calma, depois de deixar a miúda na escola: eu e ele no café, a tomar o pequeno-almoço, eu a acabar as correcções do meu livro (está quase-quase), ele a jogar um jogo e a comer. Deixei-o na escola e acabei por apanhar o comboio ainda mais cedo do que o habitual. Tudo na maior das tranquilidades.

Portanto, saldo: numa semana, menos meio quilo no corpo (e menos duas toneladas na alma...). Tudo a correr como planeado. E eu... está bom assim, não mexe.

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