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22 maio 2018

Ar puro

E o ar puro que se instalou na minha vida, de há uns dias para cá?

Ar puro isento de podridão, sem aquele cheiro das represas paradas, sem esgotos a céu aberto. O ar puro da vida que acontece, da tranquilidade instalada no peito, da sensação de paz e de saber que estou a andar na direcção certa. O ar puro do sorriso que consegui ver num telefonema que durou horas, onde se falou do bafio podre, mas onde também se falou das brisas boas. O ar puro que circula entre as pessoas que se conhecem bem, que gostam uma da outra, que não se perderam nos entretantos.

O ar puro que merece quem teve sempre o coração no sítio certo, quem não se vendeu por preço nenhum, quem defendeu sempre os valores em que acredita e agiu em conformidade. O ar puro da consciência tranquila e da certeza de que, venha o que vier, há-de sempre, sempre sobreviver.

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