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11 junho 2018

Casa

Há alturas em que nos perdemos e deixamos de saber como regressar a casa. Às nossas casas. Os regressos, quando acontecem por caminhos tranquilos, são das coisas mais fabulosas de sempre. A minha casa são algumas das minhas pessoas, é o café com a Lia, são os treinos a doer, é a minha praia, aquele bar no Cais do Sodré, as margaritas no sofá, o cinema de domingo à tarde, quando estou sozinha e não me apetece mais nada, aquela discoteca onde, quinze anos depois, ainda sinto como minha (apesar de tão diferente e das vidas que passaram entretanto), as conversas que fluem sem esforço, o apoio que está sempre lá.

A minha casa são os sítios e as pessoas onde posso ser eu mesma, sem filtros, sem medos, sem máscaras. A minha casa são as pessoas que podem ser exactamente quem são quando estão comigo. A minha casa é o amor, sempre o amor. 

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