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29 junho 2018

Lili

Em 2017, andei numa espécie de montanha-russa emocional. Passava dos meses feliz da vida... a coisa mudava, andava um mês infeliz, a coisa voltava a ficar bem, mais dois meses de sorriso na cara e... bom, já perceberam.

Numa das alturas em que estava no chão, a minha Lígia agarrou-me. Somos Lili e Lélé, palhaças na vida uma da outra. Gosto dela. E tenho uma dívida de gratidão enorme para com ela.

Então, andava eu a chorar pelos cantos quando ela, perspicaz como poucas pessoas seriam, arranjou maneira de me animar. Ora, é raro estarmos juntas, ela andava a correr na vida dela e não havia muita maneira de a coisa se dar. Do que é que aquela alminha se lembrou? Todos os dias de manhã (ou quando calhava), tínhamos de mandar à outra um vídeo com um filtro parvo do Snapchat. Todos os dias eu me ria com aquilo. Durou uns 3 ou 4 meses. Ela foi viver para fora, a minha vida acabou por se endireitar e pronto... sobrevivemos.

Ontem à noite lembrei-me. Achei que ainda não lhe tinha agradecido o suficiente. Já não tenho Snapchat, mas o Messenger do Facebook adoptou a ideia... mandei um vídeo e ali ficámos um bocadinho, vídeo vai, vídeo vem, as duas a rir feitas parvas.

Às vezes, basta um gesto pequenino para fazer toda a diferença. Amizade e cuidado também é isto. Não é preciso muito. Ela teve a generosidade de perceber que eu, que até nem era assim tão próxima dela, estava a passar um mau bocado e tentou ajudar como podia. Ajudou. E eu sou grata para sempre.

Minha Lili, de coração: obrigada!!

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