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30 julho 2018

Open roads

Quase 40 anos. Uma serenidade que nunca pensei vir a alcançar. Eu era a pulga eléctrica, sempre em movimento, sempre inconstante, sempre onde me apetecesse estar, no momento. Agora não sou muito diferente disso. O que muda é o gatilho: já não ando numa busca desenfreada sabe-se lá por quê. Agora vou andando por onde me apetece, sem procurar coisa nenhuma, mas aproveitando bem tudo o que vou encontrando pelo caminho.

É a paz. A minha paz. Sei que estou no sítio certo. Nunca senti isto com esta certeza. Faltou sempre qualquer coisa. Reparem: não tenciono estagnar nem parar por aqui. Mas cheguei ao meu mar e agora só preciso de ir nadando.

Quando me dizem que a felicidade se vê nos meus olhos, eu percebo. Vê mesmo. A felicidade e a serenidade. O estar bem comigo. Aceitar o que sou. Não esconder bocadinhos com medo dos julgamentos. Viver em pleno. Ser eu, sempre. Sem máscaras.

E agora entendo por que é que uma série de coisas teve de sair da minha vida: para dar espaço ao que estava para chegar. Neste momento, aquilo de que preciso é desta liberdade e desta serenidade que conquistei a pulso.

E a seguir? A seguir... estão coisas boas para chegar. Não sei exactamente o quê, mas sei que vai acontecer. Sabem quando sentem tudo a fervilhar à vossa volta e parece que o universo se está a pôr a jeito...? É isso. Sei que vai ser bom... e sei que vem a caminho. Só não sei o que é. Mas tenho tempo para descobrir...

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