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10 julho 2018

Ser feliz

Nota prévia: não baixou em mim o Gustavo Santos, nem nenhum daqueles vendedores do óbvio que vão dizer-vos o que vocês estão fartos de saber cobrando uma exorbitância por isso (um cêntimo que seja, quando pago pelo óbvio, é uma fortuna). O que se segue é uma constatação em sede própria, sobre a minha vida, não serve de exemplo, não serve de manual de instruções. Se servir de inspiração, óptimo - mas é grátis, obviamente.

Ando há uns tempos com uma sensação muito, muito boa. Sinto que a minha vida está no sítio certo. Não me lembro de me ter sentido assim (tão assim, com tanta certeza, se quiserem) em altura nenhuma. Havia sempre qualquer coisa que faltava, que não estava no sítio certo, que empandeirava a engrenagem toda. Agora não. Agora está tudo exactamente como tem de estar.

Comentava há dias com a minha Lia que estou realmente feliz. Ser feliz é isto. Tem de ser isto. Está tudo bem. Tudo certo. Tudo como faz sentido. A minha vida foi chegando aos sítios onde tinha de estar.

Tenho uns filhos que, longe da perfeição, são uns porreiros. Os meus pais estão bem. Amo o meu trabalho, adoro a empresa, adoro a equipa. Tenho a Lia a 100m de mim. A mudança para o ginásio novo foi uma das melhores decisões que tomei nos últimos tempos. As aulas de dança são o meu paraíso semanal.

Tenho a vida que quero. Estou tranquila. Tenho os meus amigos por perto, consigo estar com eles, sair, fazer programas e apanhar ar. Dançar é uma terapia brutal - e a minha cara, mas isto eu já sabia. E queria fazer aulas há anos, mas houve sempre qualquer coisa a impedir isso. Agora sinto que fui parar ao sítio certo.

É como se, de repente, tudo fizesse sentido. Sei que isto parte tudo do facto de me sentir muito bem comigo, neste momento. Consigo olhar para mim sem a lente negra com que olhava. Claro que não tenho uma vida perfeita (ainda não enriqueci e só isso já é uma coisa, vá, chata). Claro que há muito por onde crescer. Mas, por agora, está óptimo.

E esta sensação que é acordar de sorriso na cara, a saber que sou exactamente quem quero ser, que faço o que quero, que sou feliz nestes momentos simples, que não preciso de mais do que isto... Isto não tem preço.

Não me perguntem como cheguei aqui. Não sei. Fui andando. A vida foi-me mostrando caminhos, fui fazendo escolhas e, tudo junto, o resultado é este. Sei que sou feliz porque, se pudesse, não mudava nada na minha vida, neste momento. Não falta nada, não há nada a mais. Está bom, não mexe senão estraga. 

1 comentário:

  1. :) vês? o teu texto já me serviu de inspiração! gostei de ler. fez-me bem. Obrigada!

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Obrigada!