-->

Páginas

21 agosto 2018

Férias - Over and Out

Já sabia: esta semana de férias-mesmo-férias, com os miúdos também de férias (com o pai), eu sozinha por minha conta, ia dar nisto...

Praia, muita. Sempre que possível. Não fui dois dias, porque tive coisas para resolver, daquelas que me fazem lembrar de que isto de ser adulto às vezes é uma chatice, e achei por bem não meter o Rossio na rua da Betesga. Dança, muita. Sair e aprender. Dançar com bailarinos de topo. Aprender mais ainda. Divertir-me, acima de tudo. Matar saudades das melhores amigas do mundo, numa manhã de praia em que só nos rimos. Descansar pouco. Dormir fora de horas. Matar saudades dos filhos a meio da semana, num jantar em modo toca-e-foge e depois no domingo ao final da tarde, mesmo antes de eles irem para o cantinho deles. Ler quase nada, ver poucos filmes, estar focada noutras coisas e não nestas. Fim-de-semana com a Ziza por cá - e foi tão bom!...

E na última sexta-feira das férias um vislumbre do paraíso. Na quarta, quando fui dançar, não estava ali. Acusei a pressão de estar perante o topo. Não acertei uma. Estava tensa, preocupada, desconcentrada. De tal maneira que um dos meus pares habituais notou imediatamente o desatino. Tentei libertar-me e consegui aligeirar um bocadinho, mas ainda não era eu.

Na sexta, perante o mesmo cenário, subi no salto e fui. Não deixei que nada me intimidasse. Fluí. Rodopiei, fiz o que tinha a fazer. Não parei. Leve, leve, leve. Focada, concentrada, mas a saborear cada passo, cada queda, cada arrasto, cada pirueta, cada contratempo, cada volta. Comigo, os pares com que já queria ter dançado. Puxei um deles, os outros puxaram-me a mim. Dancei até as luzes se acenderem. Fui a última pessoa a parar. Fechei a noite. E nenhuma noite, antes desta, me soube assim. Se duvidasse, teria tido certezas. Mas não duvido. Nada. Sei para onde vou. Aprendi a diferença entre "quero fazer isto" e "vou fazer isto". Quero isto. E sei exactamente o que vou fazer.

No meio disto tudo, houve coisas que ficaram em stand-by. Queria ter pegado no meu segundo livro e ter avançado um bocadinho. Não o fiz. Deixei estar. Agora não é o momento. Voltarei a ele quando o Outono se instalar, quando a vida me impedir de fazer o que agora me tem permitido, que é dançar muito e dormir pouco. Cada coisa a seu tempo. Não arrumei a escrita numa gaveta. Continuo a querer escrever e editar. Mas acredito cada vez mais que vou conseguir conciliar tudo. Escrever. Dançar. Gerir redes sociais (e em breve falo sobre isto). Escrever copy profissional, para pequenas/médias empresas. E, pelo meio, e sem nenhum objectivo comercial, ir puxando por quem me pede ajuda, por quem vai precisando de mim.

Por este ano está feito. Setembro está quase aí, o meu ano está prestes a iniciar e... tenho a certeza absoluta de que o ano que aí vem vai ser um dos melhores anos de sempre, para mim... (É um feeling... e eu tenho aprendido a ouvir o que a intuição me vai dizendo...)

Sem comentários:

Enviar um comentário

Obrigada!