-->

Páginas

11 setembro 2018

Cinco livros que nunca esqueci


Não consigo explicar a relação de amor que tenho com este livro. Sei que o li há uma data de anos e que amei cada minuto que passei com ele. Está tão bem escrito que nos leva lá. Aquela história torna-se quase tangente e é impossível nos nos sentirmos imersos em tudo aquilo. Bom... passou muito tempo e talvez seja altura de o reler... (As saudades apertam!)


E já fiz batota... Mas não dá para falar de um e não falar do outro. Apesar de O Menino de Cabul ser o livro mais conhecido deste autor, o outro foi o primeiro que li dele. Lembro-me de estar de férias na terra do ex-marido e de ter passado horas agarrada a isto. Absolutamente angustiada e zangada com o mundo. Ambas as histórias são fortes, duras e mexem muito, muito com as nossas entranhas (sim, com as vossas também. Querem apostar?). Já tinha lido coisas difíceis de processar mas crianças em cenários de guerra verdadeiros são coisa que me revira tudo até ao âmago. Mas, apesar da dureza do tema, a escrita de Hosseini é de uma doçura brutal. Valem ambos muito, muito a pena.

"Pequena Abelha", Chris Cleave

Estou a notar um padrão nas coisas que não esqueço: são sempre livros tremendamente bem escritos e que, de alguma forma, nos massacram até aos ossos. Bom, este é mais um assim. Depois de ter lido este, li tudo o resto do autor de enfiada. Não conseguia parar. A escrita dele é muito fluida, nada densa. Não é dado a recursos só para complicar. E ainda bem. Se não conhecem... explorem!

"Ensaio Sobre a Cegueira", José Saramago

Vinte anos depois, continua a ser o meu livro preferido de sempre. Uma alegoria sobre quão baixo pode o ser humano descer, quando o que está em causa é a sobrevivência. É Saramago. Saramago será sempre o meu eleito. Nada a acrescentar. Crime de lesa majestade não ler este livro, só vos digo...

"Morte no Nilo", Agatha Christie

Se não foi o primeiro policial que li, andou perto. Agatha Christie foi a primeira autora deste género que li e foi com este livro que me apaixonei pelo processo mental por detrás disto tudo. Descobri isto num Verão (teria uns 16 anos, acho) e há uma memória gira associada a isto: papo-secos com manteiga e fiambre. True story. Porquê? Porque li isto num Verão em que ia para a praia e o que levava para comer era estas sandes. A memória é uma coisa lixada e liga coisas a cheiros, sítios, sons, pessoas, etc... e, se tudo correr bem, estas associações dificilmente se desfazem. 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Obrigada!