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17 setembro 2018

Dez filmes que me marcaram

Era uma vez um pai que resolveu comprar um leitor VHS lá para casa, algures no final dos anos 80, início dos anos 90. E era uma vez um clube de vídeo que ficava a cinco minutos de casa. E era uma vez uma miúda que ia com o pai alugar filmes e que, passado algum tempo, começou a ir sozinha. "Manequim" foi o primeiro filme alugado. Contava a história de um tipo que se apaixona por um manequim de montra... e do manequim que ganha vida. Se calhar é por isto que eu sou zero romântica, não sei...



Centenas de pássaros pretos (descobri depois que eram corvos) a voar por cima e de encontro a uma mulher em pânico é provavelmente a coisa mais assustadora que vi num filme. Era miúda e ficou esta imagem. Até hoje não consegui rever este filme...

Vi isto dezenas de vezes. Houve uma altura em que sabia as falas de cor. Só tinha aulas de manhã e, à tarde, quando não tinha nada para fazer, punha isto (em VHS, lá está) e adormecia em menos de nada. Ainda hoje adoro o filme...

Isto quase curou a minha falta de romantismo. Quase. É mais um dos que vi dezenas de vezes. Por acaso já não o apanho há muito tempo, mas se calho a bater com os olhos nisto num Hollywood da vida... é certinho que fico a ver!

Self explanatory. Continua a ser um dos meus filmes preferidos de sempre. Está lá tudo: a amizade, a luta, a ambição, a angústia, a paixão, a entrega, o drama, o falhanço, o medo, o amor. Tudo.

O meu filme preferido de todos os tempos. O filme que me fez amar psicopatas e mentes retorcidas, que me fez ver para além do óbvio, que me fez perder medos e ganhar noção de que é possível ser-se ainda pior do que mau... É das coisas mais bem feitas de sempre - eu olho para thrillers como quem escreve, pelo lado da criação e não apenas como espectadora. E tento perceber o processo mental que levou até ali. Neste caso, é fascinante...

Mais um filme de angústia do início ao fim. A história é poderosa: vidas destruídas e vingança, muita mágoa e a redenção possível. Não há como não gostar deste filme... (E junta de Niro, Kevin Bacon e Brad Pitt... quer dizer, não dá para ser muito melhor, não é?)

Fui ver este filme ao Monumental. Éramos poucos na sala. No final, estávamos quase sozinhos, eu e o meu amigo. Imensa gente não aguentou o embate. O filme é duro, muito duro. É a história de uma noite que muda a vida de muita gente... contada do fim para o início, em blocos. Vamos percebendo ao longo do filme o que aconteceu para que as coisas chegassem onde chegaram. Tem a cena de violação mais forte de sempre. Não é fácil. Mas é muito, muito bom.



É um filme sobre a vida, sobre amor e redenção. Várias histórias que não se relacionam entre si são contadas em paralelo. Foi o primeiro filme que usa esta fórmula que eu vi. Vale pela força da mensagem e pela banda sonora. É tão bonito...

Para terminar, a minha comédia romântica preferida de sempre. Vi este filme no cinema, num dia 16 de Novembro (o dia em que comemorava tempo de namoro com o meu ex-marido, na época ex-namorado). Era um domingo à tarde e eu era a única pessoa sem companhia numa sala de cinema pejada de famílias e de casais em modo love-bird. Vi aquilo e achei irónico: estava a ver um filme chamado "O Amor Acontece", num dia importante para mim... sozinha (na altura estávamos separados). Uns anos depois, voltámos a namorar, casámos... e este filme foi, sem que tenhamos pensado muito nisso, o tema do nosso casamento. A banda sonora do nosso dia usou muita coisa do filme... tive direito à cena dos cartazes à porta da Keira Knightly enquanto caminhava para o altar (e toooda da gente a chorar...), saí da igreja ao som sa versão do All you Need Is Love deste filme... ´ parte fundamental da minha história e vai ser sempre o preferido.

E desse lado? O que é que vos deixou marcas na carne, contem lá...?

1 comentário:

  1. As Pontes de Maddison County, a primeira vez que vi o meu marido chorar a ver um filme.
    O Piano, pela história e pela banda sonora Ainda hoje juntamente com o Africa Minha, sao as bandas sonoras que me acalmam e também que me mantêm focada em alguma tarefa mais complicada que eu tenha que fazer no trabalho por exemplo.
    Love Actually é um filme obrigatório que vejo com a minha filha todos os natais. Esse e o Juno.

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