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13 setembro 2018

Três coisas que me transformaram na minha mãe

Se calha a haver um campeonato de reviranço de olhos por causa das relações mãe/filha, estou muito segura de que seria campeã intergaláctica. 

Contexto: eu e a minha mãe éramos tipo cão e gato. Blame it on the signs: ela, virgem, eu, aquário. Aquilo não funcionava, éramos pólos opostos, sempre em choque uma com a outra. Depois eu cresci e a coisa amainou. Melhorou muito quando eu saí de casa... vá-se lá saber porquê. Mas eu olhava para o que ela me fazia, no seu papel de mãe, e jurava que nunca na vida faria igual. Até ao dia em que fui mãe. Muito comum isto de sermos as mães perfeitas ANTES de termos filhos. Depois parimos e a coisa não é bem assim. Portanto, quando fui mãe transformei-me... na minha mãe. Aqui ficam as três coisas que me transformaram na mãe que eu jurei que nunca na vida haveria de ser:

Não te levantas enquanto não comeres o que está no prato
Clássico... as mães querem os filhos alimentados e estão pouco para caprichos e esquisitices. Está no prato? É para comer. Eu é que sei as doses e o que lá ponho. E se eu digo que é aquilo... é porque é.
Quando era miúda e a minha mãe me obrigava a comer sem fome, era o horror. É que, na maior parte das vezes, eu não batia o pé por não gostar da comida - também acontecia, mas não era sempre -, era mesmo por não ter fome...

Se te magoares ainda apanhas por cima
Os miúdos são aventureiros, gostam de explorar e de arriscar. E eu não sou a mãe-cocó que não os deixa sujarem-se e que está lá a servir de airbag ambulante. Não sou mesmo. Mas há coisas que eu vejo acontecer antes de acontecerem. E se pudermos evitar partir os dentes da frente em aventuras maradas... bom... fica o aviso. 

Enquanto viveres nesta casa, fazes o que eu mandar
Ah, a autoridade... Não há cá cenas de parentalidade positiva nem a maternidade é uma democracia. Há uma cadeia de comando, há uma hierarquia e é para respeitar. Só um de nós é um adulto responsável. Adivinhem... sou eu. Eles são miúdos, não têm grande autonomia. É a vidinha. Já passei por isso. Claro que há liberdades que se conquistam, mas há regras e são para cumprir. E eu, que achava a minha mãe a pessoa mais chata de sempre, porque eu era suficientemente responsável para ter alguma autonomia...




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