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22 novembro 2018

Crime Scene Investigation: Linha de Sintra

Ontem cheguei a casa e

  avancei até à casa de banho e

fui ao quarto e
entretanto, só um gato à vista e eu achei que estava perante um local do crime. Não teria sido preciso chamar o Poirot nem o FBI: casa fechada, dois gatos lá dentro, apenas um à vista, o outro estaria claramente morto (provavelmente por um canino bem assente na jugular) e pronto. A sorte é não haver death row para gatos, caso contrário aquele estaria lá, a ver a vidinha dele num flash e a tentar escolher a sua última refeição.

Entretanto aparece o outro gato. Ok, não é uma murder scene, sem vítima não há crime, estamos bem. Quer dizer, um deles não estava super bem, mas agora era preciso ver de onde vinha aquele aparato.

Na cozinha, cacos de um prato espalhados pelo chão. Mais sangue. E lá percebi de onde vinha o sangue: da pata traseira direita do Alex.

As boas notícias são que nenhum dos gatos estava morto. As más notícias são que, se a vacina do Caramelo não foi 100% eficaz, neste momento já tenho dois gatos FELV+ em casa. Siga.

Tentei limpar a ferida da pata. Já não sangrava. Ele não curtiu a minha abordagem. A ideia era pôr-lhe uma gaze, para aquilo estar protegido. Yeah, right. Não vai acontecer. Separei os gatos novamente, lavei o chão e os móveis e as paredes e as loiças da casa de banho, uma e meia da manhã e eu nesta vida, foda-se tinha tanto sono, estava tão de rastos, tirei a colcha da cama, o sangue não chegou ao cobertor, Caramelo a dormir no quarto dos miúdos, sangue na colcha da miúda, amanhã resolvo, nem sequer tranquei o gato naquele quarto, estava demasiado cansada para pensar nisso, deitei-me, o gato deitou-se, duas e pouco da manhã, foda-se não vou dormir nada, quase de manhã começo a ouvir os gatos a correrem, porra devia ter fechado o Caramelo, mais sangue espalhado pelo chão e pelos móveis, sete e meia e lá vai de esfregona novamente e toca de limpar o sangue dos móveis, caixa de areia na sala, coisos de comida na sala, Caramelo em prisão domiciliária por hoje, para o outro poder estar sossegado e ver se logo quando eu chegar não tenho a casa a parecer que passou por lá o Charles Manson. 

3 comentários:

  1. Está óptimo. No dia seguinte deixei-os separados, para ele poder estar sossegado, e à noite, quando cheguei, já não havia banho de sangue. Não coxeia nem nada. Foi só o susto (e a javardice, vá...)

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    1. e que valente susto! pelo menos eu ficaria bem assustada!

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Obrigada!