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20 novembro 2018

Movie time


Eu não sei se consigo transmitir quão bom é este filme. Em primeiro lugar, é um filme sobre escritores (não é nada - é um filme cujas personagens principais são escritores). É um filme sobre dinâmicas familiares (não é nada - é um filme onde as dinâmicas familiares revelam muito sobre as pessoas). 
A Glenn Close é uma actriz do caraças e, neste filme, supera-se - não sei se isto não vai direitinho para discurso de agradecimentos nos Oscars, na verdade. Há uma altura em particular em que ela faz a cena toda só com o olhar e com as expressões faciais. E naquele momento nós sabemos exactamente quem é aquela mulher e o que ela está a sentir. 
Este foi seguramente um dos meus melhores filmes do ano - senão mesmo o melhor. Imperdível.


Esta é outra senhora que se transfigura e que faz o que tiver de fazer pela arte: já foi um monstro irreconhecível e agora é esta mãe no pólo oposto da imagem que temos da Charlize Theron. 
É um filme sobre o lado B da maternidade - aquele lado de que os blogs das golas à Camões, das meias pelos joelhos em pleno Inverno e do tratamento por você não falam. É um filme negro e duro e muito difícil e tenho a certeza absoluta de que a maioria de nós, mães, leva um choque de realidade logo ao início porque aquela somos nós e vamos reconhecer-nos naquela espiral que esta mãe percorre.
Este filme é sobre uma mãe que é mãe e que se vira do avesso pelos filhos e que se esquece de quem era antes dos filhos e cujo marido vive lá na bolha dele, desde que apareceram os filhos. 
É um filme sobre amor e desespero, sobre acreditar e querer, sobre atirar a toalha ao chão e tentar de novo.
Mais um que me parece que é capaz de pôr a Charlize Theron entre as senhoras nomeadas para Melhor Actriz Principal este ano... 

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