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28 novembro 2018

Sobre o meu sonho

Desde que pus o meu primeiro livro a circular em direcção a editoras, tenho falado pouquíssimo sobre isso. Porque não há muito a dizer: saiu das minhas mãos, não há nada que eu possa fazer agora a não ser esperar por respostas (e, neste caso, o silêncio não é uma resposta: as editoras demoram mesmo muito tempo a dar feedback e acredito que aquelas para onde mandei o manuscrito são das que não deixam os autores sem uma palavra, mesmo que essa palavra seja um rotundo "não").
Tirando as editoras, não há muitas pessoas que o tenham lido. Algumas amigas ajudaram-me IMENSO na fase de revisões (e vou estar grata por isso até à 5ª geração!), outras leram o produto final. Para começar, fico sempre honrada quando empregam tempo com o meu livro em vez de lerem outro livro qualquer. Para mim, enquanto autora, ter uma pessoa a preferir dedicar umas horas ao que eu escrevi em vez de pegar noutra obra é motivo de alegria mesmo.

Sei bem que nunca poderei agradar a gregos e troianos, nem é esse o meu propósito, senão sabia bem por onde entrar, mas fico muito feliz por todo o feedback que recebi ser positivo. E sei que é sincero, porque tenho com todas as pessoas a quem dei o livro para lerem uma relação honesta que permite que tudo seja dito. Aceito e agradeço tudo o que me têm dito, mas o que é facto é que todas as opiniões me têm enchido o coração, porque são positivas. E não, não fui eu que escolhi as amigas fofinhas. Aliás, uma das primeiras a ler aquilo foi a minha Vanessa, que é provavelmente a pessoa mais frontal e sem merdas que conheço e que não tem problema nenhum em dizer-me as verdades na cara (como já aconteceu noutros contextos).

Bom, isto tudo para dizer que hoje o meu dia amanheceu brilhante, com uma mensagem de uma amiga que está agora a ler o manuscrito. Fiquei tão, tão feliz com as palavras dela que voltei a sentir o que já tinha sentido antes: mesmo que o livro nunca seja editado, mesmo que nenhuma editora o queira, mesmo que ele fique para sempre entre gavetas, o facto de haver quem o tenha lido e gostado dele já faz com que valha muito a pena tê-lo escrito.

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