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28 dezembro 2018

Movie time... again


Se tivesse de apostar, diria que estão aqui pelo menos duas nomeações para os Oscars. Uma Julia Roberts fenomenal, um Lucas Hedges que não há-de andar muito longe de ser um dos maiores da sua geração. A história? Espero nunca passar por nada sequer remotamente parecido. Mas aquilo é a maternidade, o amor, a redenção, a sobrevivência, os erros e os medos todos, o peso no peito, as angústias. Não é um filme fácil, mas é tão, tão bom.  


Apanhei este filme há uns dias, no Hollywood. Fiquei colada ao ecrã a ver. Não é um daqueles filmes com um final previsível e básicozinho. É a natureza humana, as coisas que mudam, o amor que não sobrevive mas que nunca morre. É a Celeste e podíamos ser nós. É fazer o melhor que se pode com o que se tem. É tentar manter acesa a luz no fundo do túnel e tentar que os corações continuem a bater, ainda que o ritmo seja outro. Há amores que acabam e que nunca acabam. Neste filme, como na vida. 


Eu sou super eclética nisto do cinema. Tão depressa estou a ver uma merda de um filme do Netflix (que, a propósito, tem séries espectaculares mas os filmes... credo... tudo tão mauzinho...), como estou a ver uma xaropada de acção, como vibro com uma Bridget Jones... como me dedico a filmes deste género. Na verdade, estes são os meus preferidos: filmes que não são produções grandiosas, mas que contam histórias de pessoas, com alma, com substância. Nunca são filmes fáceis nem óbvios, as personagens nunca são perfeitas. Pessoas reais, um bom argumento, bons diálogos, esqueço-me de que estou a ver um filme e a aposta está ganha. É o caso deste filme. Não é uma masterpiece, mas, lá está, é capaz de nos ensinar umas coisas sobre recomeços, perdão e seguir em frente.

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