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27 dezembro 2018

Pós-Natal

Às vezes fico na dúvida: as pessoas sequer param para pensar? Este ano fiquei mesmo com a questão aqui a latejar. Importam-me zero as coisas de Natal, os bens materiais. Interessa-me muito mais o cuidado que se põe nas coisas. Eu explico: se querem oferecer alguma coisa a alguém, ofereçam uma coisa de que a pessoa goste, que tenha que ver consigo. Não ofereçam o que vocês gostam, o que a vizinha gosta, o que o irmão do marido gosta. Se não sabem do que as pessoas gostam, perguntem. Se não conhecem as pessoas, talvez seja preferível não oferecerem nada em vez de darem uma coisa que revela total desinteresse e despreocupação. São só coisas, é certo. Mas, lá está, oferecerem uma coisa, por pequenina que seja, que mostre que sabem quem está à vossa frente faz toda a diferença. Um exemplo: prefiro mil vezes que me ofereçam um marcador de livros do que uma garrafa de gin. Adoro ler, não sou fã de gin. Quem me conhece minimamente sabe isto. Nem sequer é preciso conhecerem-me há uma vida. E se me conhecem há uma vida, o mais provável é já me terem visto agarrada a livros a ler... mas dificilmente me terão visto de copo de gin na mão. 

Well... já passou. Venha de lá o ano novo...

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