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10 dezembro 2018

Se não os podes vencer...

Casados à Primeira Vista. A Lia e a Luísa já andavam viciadinhas nas versões estrangeiras disto. Tivemos jantarem em que a coisa era elas a debaterem aquilo e eu a pensar um rotundo "what tha fuck??", sem conseguir achar a mínima graça àquilo. E eu até tinha tudo para ser fãzérrima da coisa. Quer dizer, eu sou a pessoa que papa tudo quanto seja Casa dos Segredos, portanto os Casados eram o próximo passo. Só que não.

Acontece que o homem começou a comentar isto comigo, porque também vê. E eu lá vi aquilo um  dia com ele. E agora sou eu que comento aquela porra. E que vejo os diários e as Galas ou lá como se chama aquilo ao domingo. Rendi-me, pronto. Bom, vamo'lá?

Primeiro ponto: se algum dia eu achar que preciso de ajuda especializada ali ao nível da terapia de casal, aquelas quatro pessoas estão claramente fora do meu leque de possibilidades. Eu sei que aquilo é televisão e sei que sem drama não há programa (que rima mai linda, não me lixem). Mas era difícil conseguir não acertar num casal que fosse. Quer dizer... ao menos que houvesse ali um capaz de nos fazer acreditar em milagres inesperados e tal... Mas não. Zero. Os matches que eles fizeram só os fazem parecer incompetentes, que é o tipo de coisa que se calhar não queremos passar para o mundo, uma vez que temos um negócio para manter. Não sei, digo eu.

Portanto...

Temos a destravada que precisava de equilíbrio e vai de a juntar com um gajo mais zen do que um exército de monges tibetanos. Se calhar não resulta. A parte mais interessante deste casal é o facto de ela estar assumida e conscientemente a tentar quebrar o seu próprio padrão: adora bad boys e lixa-se sempre (que novidade... been there, done that... e felizmente já me livrei desta onda). O marido que lhe calhou não é nada assim e ela está numa de tentar encarrilar. Parece-me inteligente. Não quer dizer que funcione, mas o princípio é bom.

Temos a senhora que parece que está sempre on fire e nada como juntá-la com um senhor que fala, fala, mas não faz nada. Para ver se ela se acalma e se ele arrebita. Ora... nem uma coisa, nem outra. Óbvio.

Depois temos um senhor que foge do amor como o diabo foge da cruz - apesar de se ter metido num programa cujo propósito é arranjar-lhe mulher. E casamo-lo com quem? Com a romântica inveterada, super querida e amorosa. Alguém vai sair daqui com dói-dói... e não vai ser ele... (e o tipo tem ar de quem vai matar a senhora enquanto ela dorme... eu não me sentia segura a dormir ao lado daqueles olhares aniquiladores, aviso já.)

O único casal que ainda não percebi por onde é que vai rebentar é o mais normalizinho/morno. Ali andam, sem grandes percalços, nada a declarar, vamos vendo e logo se decide. Ela precisa de mais calor, mas é um bocadinho fria... (identifico-me, pronto - mas estou muito melhor... se calhar até de mais...). Ele é o que se atira de cabeça sempre mas desta vez está cauteloso. Vá-se lá perceber...

Depois temos o tipo que é basicamente um psicopata. Anda ali de norte para sul, ora está bem, ora lhe dá a travadinha e desata a disparatar. Chama de falsa para baixo à mulher, mas diz que ela é a mulher da vida dele. Esqueceu-se de que, apesar de ter casado com ela, teria de a conquistar, e achou que era chegar e andar. Meu menino, nunca é. Trata a rapariga pior que eu sei lá o quê, faz birras, é manipulador, tem a mania que é diva e não há paciência para um desequilibrado deste calibre. A rapariga pode ter todos os defeitos do mundo mas, ao pé dele, é uma santa. E devia ganhar um prémio por estar há seis semanas a aturar este atrofiado. 

Estou curiosa para ver no que isto vai dar. Não me parece que nenhuma destas combinações funcione, mas se tivesse de correr o risco, apostava na Eliana e no Dave e no Daniel e na Daniela. Não apostava era muito, porque o risco de falhar é grande...

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